O vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, e o ministro da Defesa, Guido Crosetto, encontram-se com a chefe do Ministério das Relações Exteriores, Yvette Cooper, e com o secretário de Defesa britânico, John Healey, para uma ampla discussão sobre os principais cenários internacionais.
A segunda reunião no formato “2+2” entre os Ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa de Itália e do Reino Unido realiza-se hoje a bordo do porta-aviões britânico Hms Prince of Wales, atracado no porto de Nápoles. O vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores Antonio Tajani e o Ministro da Defesa Guido Crosetto eles conhecem o chefe do Ministério das Relações Exteriores Yvette Cooper e o Secretário de Defesa britânico John Healey para uma comparação abrangente sobre os principais cenários internacionais, começando pela Ucrânia, pelo Médio Oriente e pelos Balcãs Ocidentais. O encontro, que se segue à primeira edição realizada em Roma, a 9 de fevereiro de 2023, insere-se no sólido quadro de cooperação bilateral entre Roma e Londres, já reforçado pela declaração conjunta assinada em setembro de 2024 pelo Primeiro-Ministro Giorgia Meloni e o primeiro-ministro britânico Keir Starmero Memorando de Entendimento de 2023 e intercâmbios frequentes de alto nível. O evento também acontece no contexto dos exercícios “Falcon Strike” da OTAN, recentemente concluídos no Mediterrâneo, e no final da missão do porta-aviões britânico no Indo-Pacífico.
Os trabalhos são precedidos de reuniões bilaterais e de uma foto oficial. Entre os principais temas da agenda: apoio à Ucrânia, com especial atenção ao décimo segundo pacote de ajuda militar italiano, pressão sancionatória sobre a Rússia e utilização de bens russos congelados; a situação no Médio Oriente, onde o Reino Unido pretende reforçar o seu papel na fase de reconstrução de Gaza, também através da sua contribuição para o Plano Trump coordenado pelo Comando Central dos Estados Unidos (Centcom). Foco também no Líbano, na implementação da Resolução 1701 e na futura conclusão da missão de interposição das Nações Unidas, Unifil. O espaço também é dedicado à cooperação em questões de segurança, com atenção às ameaças híbridas – sabotagem, bloqueio de GPS, campanhas de desinformação – e às negociações em curso entre Londres e a Comissão Europeia para a adesão do Reino Unido ao programa Safe, para o qual a Itália apoia uma abordagem inclusiva em relação aos parceiros estratégicos não-UE.
Outro ponto central é o fortalecimento da colaboração económica e industrial no sector da defesa: o Reino Unido é o quarto mercado de destino das exportações italianas do sector, com Leonardo na vanguarda de projectos conjuntos como o Eurofighter e o Gcap. Roma e Londres também pretendem desenvolver uma cooperação mais intensa em matéria de segurança económica, com vista a reduzir a dependência da China, e a promover cadeias de abastecimento resilientes no quadro do G7. Os dossiês de migração e a dimensão africana também são destacados: o Reino Unido vê com bons olhos o Plano Mattei, em particular a adaptação climática e as iniciativas de desenvolvimento sustentável, e já contribuiu para programas de repatriamento assistido no Norte de África. A questão da mobilidade dos jovens pós-Brexit é abordada em paralelo com o avanço do acordo Youth Experience Scheme (Yes), enquanto em termos de cooperação com a UE, serão discutidos os progressos rumo a um acordo sobre os novos acordos sobre segurança alimentar e saúde (SPS) e sobre a redução das emissões de gases com efeito de estufa (ETS).
Também está em discussão a questão dos Balcãs Ocidentais, uma região de interesse mútuo para a Itália e o Reino Unido. Os dois ministros italianos ilustram o próximo comando da missão Eufor Althea na Bósnia e Herzegovina, que será assumida pelo general Maurizio Fronda a partir de janeiro de 2026, e os resultados da agenda de reformas apresentada por Sarajevo. No que diz respeito ao Kosovo, porém, será reafirmado o papel estabilizador das missões da NATO e da UE, KFOR e EULEX, respectivamente, nas quais Roma mantém uma contribuição significativa. A escolha do porta-aviões HMS Prince of Wales como sede da cimeira simboliza o relançamento da cooperação estratégica entre a Itália e o Reino Unido, num momento crucial para a segurança europeia e global.