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Israel, “Politico”: A saída de Orban expõe Netanyahu a nova pressão da UE

A saída de cena do primeiro-ministro húngaro, que utilizou repetidamente o veto para proteger Israel, aumenta a possibilidade de sanções da UE contra colonos violentos na Cisjordânia e fortalece a pressão para reduzir as relações entre Bruxelas e Tel Aviv

A derrota eleitoral do Viktor Orbán na Hungria priva Israel de um dos seus aliados mais fiáveis ​​dentro da União Europeia e pode abrir caminho a novas medidas de pressão contra o governo da Benjamim Netanyahu. Segundo a edição europeia do portal “Politico”, a saída do primeiro-ministro húngaro, que utilizou repetidamente o veto para proteger Israel, aumenta a possibilidade de sanções da UE contra os colonos violentos da Cisjordânia e reforça a pressão para reduzir as relações entre Bruxelas e Tel Aviv. Na verdade, em Fevereiro, Orban bloqueou uma proposta de sanções apoiada por 26 dos 27 Estados-membros. Com a entrada em funções de Peter Magyar, que derrotou Orbán em 12 de Abril, estas medidas poderão agora avançar. O próprio Magyar declarou que queria manter a relação especial com Israel, mas que não poderia “garantir que a Hungria continuará a bloquear as decisões da UE em relação a Israel”. Segundo responsáveis ​​europeus citados pelo “Politico”, uma viragem no clima de Bruxelas teria ocorrido depois dos ataques israelitas ao Líbano no início de Abril, que “custaram a Israel alguns amigos”.

Também regressa entre as opções a suspensão do acordo de associação UE-Israel, relançado ontem pelo presidente do governo espanhol Pedro Sanchez, ainda que até agora a medida não tenha alcançado a maioria qualificada necessária. O dossiê estará no centro das conversações de amanhã entre os Ministros dos Negócios Estrangeiros da UE no Luxemburgo e no âmbito da Aliança Global para uma Solução de Dois Estados liderada pela Alta Representante para a Política Externa e de Segurança, Kaja Kallas. A crescente dureza europeia também está ligada às críticas contra uma controversa lei apoiada por Netanyahu que autoriza a pena de morte para terroristas dos territórios palestinianos, definida por Kallas como uma “grave regressão”. “A atmosfera está a mudar”, observou um alto funcionário da UE citado pelo jornal.

Beatriz Marques
Beatriz Marques
Como redatora apaixonada na Rádio Miróbriga, me esforço todos os dias para contar histórias que ressoem com a nossa comunidade. Com mais de 10 anos de experiência no jornalismo, já cobri uma ampla gama de assuntos, desde questões locais até investigações aprofundadas. Meu compromisso é sempre buscar a verdade e apresentar relatos autênticos que inspirem e informem nossos ouvintes.