Em Silwan, bairro mais afetado, vivem cerca de 50 mil palestinos e algumas centenas de colonos israelenses
A Autoridade Nacional Palestiniana (ANP) condenou o recente despejo de várias famílias das suas casas em Jerusalém Oriental, instando a comunidade internacional a tomar “medidas fortes” para impedir estas operações de Israel. Num comunicado divulgado pela agência de notícias palestina “Wafa”, o Ministério das Relações Exteriores da AP “condenou a escalada das medidas de despejo forçado das autoridades de ocupação israelenses”, dizendo que 15 famílias foram despejadas do bairro, localizado ao sul da Cidade Velha de Jerusalém.
A Autoridade Palestina também apelou à comunidade internacional para “prevenir a continuação do deslocamento forçado contra o povo palestino”. Os despejos afetaram particularmente o bairro de Silwan, em Jerusalém Oriental, uma área onde durante décadas os judeus foram autorizados a recuperar propriedades que possuíam antes da fundação de Israel em 1948. O grupo israelita B’Tselem, que monitoriza a situação dos direitos humanos na área, disse que os despejos foram o início de “uma grande onda de deslocamentos que afetou cerca de 2.200 pessoas” e faziam parte de uma política que visava “judaizar o bairro”. Cerca de 50 mil palestinos e várias centenas de colonos israelenses vivem em Silwan.