A Região está disposta a atribuir 1,5 milhões de euros ao longo de 3 anos mas “o limite de recuperação fiscal será de 20 mil euros por intervenção”, especificou Bertucci, o primeiro signatário da lei, já assinada por outros vereadores regionais
Isenções fiscais para o apoio e valorização do património cultural e paisagístico do Lácio. Este é o objetivo do projeto de lei elaborado pelo conselheiro regional de Fratelli d’Italia e presidente da comissão de Orçamento, Marco Bertuccie apresentado na sede do conselho, em Roma, na presença do presidente da Região do Lácio, Francisco Rocca e o conselheiro orçamentário Giancarlo Righini.
Com a disposição, a Região do Lácio reconhece, a título de desagravamento fiscal, um crédito fiscal sobre o IRAP a favor dos sujeitos que façam doações destinadas a financiar intervenções de promoção e valorização de bens culturais e paisagísticos, de desenvolvimento da cultura e de relançamento do turismo. A Região está disposta a atribuir 1,5 milhões de euros ao longo de 3 anos mas “o limite de recuperação fiscal será de 20 mil euros por intervenção”, especificou Bertucci, o primeiro signatário da lei, já assinada por outros vereadores regionais. “Um projeto de lei que nos coloca em sintonia com outros países: dar a possibilidade de podermos contribuir para o apoio ao património cultural através de incentivos fiscais é uma forma concreta, especialmente para territórios ricos em história como o nosso, de dar atenção e valorização – declarou o Presidente Rocca -. É mais uma disposição que confirma a vontade política desta administração regional de colocar a cultura no centro, apoiando-a em múltiplas frentes, como neste caso”, concluiu Rocca.
“O objetivo é promover e apoiar o património cultural e paisagístico da nossa Região, fatores estratégicos para o desenvolvimento económico dos nossos territórios e elementos importantes de coesão social: incentivamos assim as empresas a investir nos nossos locais de cultura”, explicou o promotor da proposta de lei, Bertucci. Um “Bónus de Arte regional” que “se soma ao Bónus de Arte nacional que dá um crédito Irpef. Incentivamos as empresas a investir no nosso património cultural, imaginando as aldeias mais pequenas e mais distantes que são menos atraídas pelas atividades culturais – sublinhou o vereador regional -. A iniciativa é dirigida a empresários e empresas da região. Os promotores de intervenções relativas à promoção e valorização dos bens culturais e paisagísticos são entidades públicas ou privadas sem fins lucrativos, sociedades cooperativas e organismos eclesiásticos reconhecidos.
“Minha esperança é criar, com este projeto de lei, um círculo virtuoso que leve não só ao apoio material do nosso patrimônio cultural, mas também a uma ligação mais estreita entre esses lugares, os territórios onde estão localizados e os cidadãos que dão vida a esses lugares – acrescentou Bertucci -. Penso também no importante papel dos profissionais que lidam com a assistência empresarial, que podem se tornar um importante veículo de transmissão desta iniciativa. Conselheiro do Fd’I. “Previmos 500 mil euros para cada ano do triénio 2025-2027, verbas destinadas a cobrir a menor receita decorrente do reconhecimento a favor dos beneficiários de um crédito fiscal IRAP: é assim que apoiamos as empresas e ao mesmo tempo a protecção do património cultural desta nossa região.