É o que relatam os activistas dos direitos humanos, segundo os quais o número de mortos continua a aumentar meses após o início das manifestações
Pelo menos 6.126 pessoas foram mortas na repressão aos protestos nacionais no Irão, enquanto muitas outras continuam desaparecidas ou presumivelmente mortas. É o que relatam os activistas dos direitos humanos, segundo os quais o número de mortos continua a aumentar meses após o início das manifestações.
Os novos números foram divulgados pela Human Rights Activists, uma organização sediada nos Estados Unidos que no passado forneceu dados considerados fiáveis durante anteriores ondas de agitação no país. O grupo afirma verificar cada morte através de uma rede de ativistas presentes em território iraniano. Nos últimos dias, dois altos funcionários do Ministério da Saúde iraniano indicaram à revista norte-americana “Time” que até 30 mil pessoas podem ter sido mortas só nos dias 8 e 9 de janeiro durante os protestos. Por seu lado, o governo iraniano forneceu um número muito inferior, falando de 3.117 mortes, das quais 2.427 foram identificadas como civis e membros das forças de segurança, enquanto as restantes vítimas foram classificadas como “terroristas”. Atualmente não é possível verificar de forma independente o número de vítimas, devido às restrições impostas pelas autoridades iranianas, que incluem o bloqueio da Internet e o corte das comunicações telefónicas internacionais.