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Irã, Araghchi: “O acordo nuclear do Cairo não é mais válido após a resolução da AIEA”

A AIEA aprovou uma resolução que exige que Teerão informe a Agência “sem demora, sobre o estado dos seus arsenais de urânio enriquecido e das instalações nucleares bombardeadas”.

O acordo do Cairo assinado entre a República Islâmica do Irão e a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) para a retoma da cooperação já não é válido “após a aprovação da resolução de hoje pela AIEA”. Ele disse isso Abbas AraghchiMinistro dos Negócios Estrangeiros do Irão, citado pela agência de notícias “Mehr”. Segundo Araghchi, “em resposta à ação ilegal e injustificada de três países europeus e dos Estados Unidos ao apresentarem uma resolução anti-iraniana ao Conselho de Governadores da AIEA, a votação de hoje mancha a credibilidade e a independência da Agência, interrompendo o processo de interação e cooperação entre esta e o Irão”. O chefe da diplomacia de Teerão acrescentou então que, “embora o restabelecimento das sanções internacionais pelo Conselho de Segurança da ONU já tivesse prejudicado a eficácia do acordo do Cairo, hoje, através de uma carta oficial ao diretor-geral da Agência, foi comunicado que este acordo já não é válido e deve ser considerado concluído”.

Hoje, a AIEA aprovou uma resolução que exige que o Irão informe a Agência “sem demora, sobre o estado dos seus arsenais de urânio enriquecido e das instalações nucleares bombardeadas”, nomeadamente Natanz, Isfahan e Fordow. O Irão ainda não permitiu a entrada de inspectores nas instalações nucleares bombardeadas por Israel e pelos Estados Unidos em Junho passado e ontem, 19 de Novembro, o director-geral da AIEA, Rafael Grossidisse que ainda não recebeu um relatório do Irão sobre instalações nucleares danificadas, sublinhando a “urgência” de determinar o estado actual dos arsenais de urânio de baixo e alto enriquecimento. Grossi explicou então que estava “em contacto regular com Teerão”, pedindo ao Irão que facilitasse o acesso da Agência aos locais danificados e, em particular, aos arsenais de urânio pouco enriquecido e urânio altamente enriquecido, “cuja situação requer intervenção imediata”.

Beatriz Marques
Beatriz Marques
Como redatora apaixonada na Rádio Miróbriga, me esforço todos os dias para contar histórias que ressoem com a nossa comunidade. Com mais de 10 anos de experiência no jornalismo, já cobri uma ampla gama de assuntos, desde questões locais até investigações aprofundadas. Meu compromisso é sempre buscar a verdade e apresentar relatos autênticos que inspirem e informem nossos ouvintes.