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Inteligência do Reino Unido: 100 países possuem spyware capaz de atingir redes e infraestrutura

O secretário de Segurança britânico, Dan Jarvis, pedirá às empresas de IA que contribuam mais para a defesa cibernética do país

Mais de metade dos estados do mundo adquiriram tecnologias de intrusão cibernética potencialmente capazes de atingir infraestruturas, empresas e redes privadas no Reino Unido. É o que emerge das avaliações do National Cyber ​​Security Centre (NCSC), estrutura que reporta ao Government Communications Headquarters (GCHQ) – o órgão governamental britânico que se ocupa da segurança, espionagem e contra-espionagem no sector das telecomunicações – antecipadas pela edição europeia do portal “Politico” face à conferência CyberUK agendada para Glasgow. Segundo a agência, cerca de uma centena de países adquiriram software de intrusão cibernética, um sinal de que o limiar de acesso a estas tecnologias está a diminuir. As autoridades de segurança britânicas também estão interessadas em destacar a duplicação do número de ataques cibernéticos de importância nacional contra o Reino Unido em apenas um ano, sublinhando que a maioria dos incidentes está agora ligada a intervenientes estatais e não a grupos criminosos.

O diretor-geral do NCSC, Ricardo Hornedirá no seu discurso em Glasgow que as empresas que não dão prioridade à cibersegurança “já não são apenas ingénuas”, mas “não conseguem compreender a realidade do mundo de hoje”, acrescentando que países como a China têm um nível “surpreendente” de sofisticação nas capacidades ofensivas e que o Reino Unido enfrenta uma “tempestade cibernética perfeita”. Entre as principais ameaças está o surgimento de ferramentas avançadas de inteligência artificial, que Horne diz estarem “permitindo rapidamente que as vulnerabilidades existentes sejam identificadas e exploradas em grande escala”. Neste contexto, o Subsecretário Britânico para a Segurança Dan Jarvis pedirá às empresas de IA que contribuam mais para a defesa cibernética do país, argumentando que a cooperação poderia ajudar a proteger as redes mais críticas, identificando e corrigindo vulnerabilidades “a uma velocidade e escala que nenhum ser humano pode igualar”.

Beatriz Marques
Beatriz Marques
Como redatora apaixonada na Rádio Miróbriga, me esforço todos os dias para contar histórias que ressoem com a nossa comunidade. Com mais de 10 anos de experiência no jornalismo, já cobri uma ampla gama de assuntos, desde questões locais até investigações aprofundadas. Meu compromisso é sempre buscar a verdade e apresentar relatos autênticos que inspirem e informem nossos ouvintes.