Quando se fala em expatriação, o aspecto da integração é muitas vezes abordado a nível social e cultural, centrando-se em elementos comportamentais e quantificáveis:
Muito menos se reflete sobre o que acontece dentro de nós: sobre os efeitos que o processo de integração produz ao nível da identidade.
E é justamente sobre isso que refletiremos hoje.
Integração: o que se entende em psicologia?
A raiz do termo integração é inteiraque significa “inteiro”. Nos cursos de psicoterapia, o objetivo é ajudar a pessoa a recuperar uma relação com partes rejeitadas ou negadas de si mesma, para dar-lhes um novo lugar na organização da identidade.
Esse processo se chama integração: a pessoa começa a se sentir mais íntegra, percebe que cada pensamento, sentimento ou comportamento seu tem significado. Os sintomas, inicialmente vivenciados como limites ou causas de sofrimento, podem tornar-se mensageiros: ferramentas para redescobrir recursos internos a serem reativados de forma criativa e construtiva.
Integrar-se num caminho individual significa desenvolver, graças ao apoio do terapeutauma atitude de pesquisa, curiosidade e compaixão consigo mesmo. É desta abertura que surge uma maior integração da personalidade, que promove o bem-estar, a autoestima e a autodeterminação.
Integração sociocultural no novo país após a expatriação
Esta atitude curiosa e aberta é a chave para um bom processo de integração social e cultural, especialmente após a expatriação.
Se nos fecharmos nas nossas ideias, alimentando o preconceito segundo o qual “o que é estrangeiro é estranho”, corremos o risco de nos isolarmos cada vez mais.
Em vez disso, cultivar uma atitude livre de preconceitos e categorias rígidas é essencial para:
Não se trata de negar as dificuldades: manter a abertura a novas pessoas, linguagens e perspectivas nem sempre é fácil. Às vezes é natural dar um passo atrás.
Porém, quando percebemos um fechamento dentro de nós, é útil lembrar que se trata de um mecanismo de proteção ligado ao medo. Questionar esse medo pode tornar-se uma semente para desenvolver flexibilidade e abertura.
Integrar não significa
PERDER sua identidade:
significa torná-lo mais rico.
Integração de identidade: perdendo algo seu?
Se cultivarmos a curiosidade e trabalharmos nossas rigidezes, transformações surpreendentes começarão a acontecer. Ao vivenciar a nova realidade cultural, aprender o idioma, provar as comidas, explorar lugares e construir vínculos, começamos a criar memórias e experiências que enriquecem a nossa identidade.
Romper com hábitos e experimentar novas formas de viver, falar, comer ou celebrar é profundamente terapêutico: treina a flexibilidade cognitiva, emocional e somática.
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Doutora Federica Caso – Psicólogo
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