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Índia: ataque em Nova Delhi, duas organizações da Al-Qaeda e um contato em Türkiye estariam envolvidos

As comunicações iniciais entre os responsáveis ​​e os instigadores do ataque datam de 2022, segundo os investigadores

A célula responsável pelo ataque teria recebido, entre outras coisas, instruções sobre como configurar células secretas e limitar rastros digitais. Segundo o que foi reconstruído pelos investigadores indianos, Umar e três cúmplices foram para Ancara, na Turquia, em março de 2022, onde permaneceram cerca de duas semanas. Aqui eles receberiam instruções e objetivos operacionais. Segundo os investigadores indianos, as organizações terroristas pretendiam realizar “ataques espetaculares” com a utilização de múltiplos dispositivos explosivos transportados em veículos, seguidos de ações armadas contra alvos sensíveis, com especial atenção ao Forte Vermelho e à cidade de Ayodhya. Ao longo de dois anos, a célula terrorista liderada por Umar adquiriu mais de 350 kg de materiais explosivos, incluindo nitrato de amônio e até ciclotrimetilenotetranitramina (alto explosivo também conhecido como hexógeno). Parte do material explosivo acumulado pela célula terrorista foi encontrado e apreendido pelas autoridades indianas no início deste ano em Faridabad, numa operação que levou à prisão de alguns membros da célula terrorista e levou outros a fugir, revendo parcialmente os seus planos.

Para realizar o ataque, os terroristas também obtiveram três carros: um Hyundai i20, um Ford EcoSport vermelho e um Maruti Brezza. O i20 foi o carro que explodiu na segunda-feira perto do Forte Vermelho, causando a morte imediata do motorista, que segundo os investigadores era o líder da célula, Umar. O EcoSport foi rastreado e apreendido pelas autoridades em Faridabad. A polícia procura o Brezza e suspeita que possa conter explosivos. Segundo fontes citadas pela imprensa indiana, Umar dirigiu durante aproximadamente dezesseis horas na tentativa de fugir das forças de segurança antes de acionar o artefato explosivo a bordo do i20. Os investigadores estão a cooperar com agências estrangeiras para reconstruir as transferências internacionais, os fluxos financeiros e os vestígios digitais atribuíveis a “Ukasa” e aos alegados instigadores paquistaneses do ataque. Entretanto, o alerta continua alto: as autoridades acreditam que eventos religiosos e simbólicos também estavam entre os objectivos da célula terrorista. Fontes falam de uma tentativa planejada por volta de 25 de novembro, durante cerimônias ligadas ao templo Ram em Ayodhya.

Beatriz Marques
Beatriz Marques
Como redatora apaixonada na Rádio Miróbriga, me esforço todos os dias para contar histórias que ressoem com a nossa comunidade. Com mais de 10 anos de experiência no jornalismo, já cobri uma ampla gama de assuntos, desde questões locais até investigações aprofundadas. Meu compromisso é sempre buscar a verdade e apresentar relatos autênticos que inspirem e informem nossos ouvintes.