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“Impossível?” Novo superaspirador quadruplica captura mundial de CO2 em segundos

Isso é mesmo possível – ou estamos em plena ficção científica? Na Islândia, um “superaspirador” promete mudar a história da luta contra o CO2: conheça Mammoth, a central que pode engolir (quase literalmente) as nossas preocupações climáticas!

Entre ciência, sonhos e lava: conheça Mammoth

Quando o assunto é combate às alterações climáticas, as ideias vão da ciência à ficção científica. Mas algumas, como Mammoth, unem ambos os mundos! Recentemente inaugurada na Islândia, Mammoth não é apenas uma máquina inovadora: é a maior unidade de captura de CO2 já construída pelo ser humano. O nome faz jus ao tamanho e à ambição desse projeto dirigido pela startup suíça Climeworks, que agora espera eliminar milhões de toneladas de dióxido de carbono até 2030 – nada mal para um “aspirador”.

Localizada a poucos quilômetros de Reykjavik, envolta em um campo de lava sólida coberta por musgo (criando aquele visual de filme pós-apocalíptico), a Mammoth repousa apenas algumas centenas de metros do seu antecessor, Orca. Quem pensava que Orca manteria o título de maior central de captura de CO2 do mundo, se surpreendeu: o elefante branco tecnológico foi desbancado por esse verdadeiro mamute industrial.

Como funciona esse “aspirador gigante”?

Vamos ao lado engenhoso da coisa. O Orca contava com oito contêineres empilhados, cada um com 10 metros de altura, responsáveis por sugar o carbono diretamente do ar. Já a Mammoth aumentou a aposta com doze contêineres no meio dessa paisagem lunar islândica. Desde a última quarta-feira, seu sistema já começou a ventilar ar, capturando CO2 pelo método DAC (Captura Direta do Ar), processo que envolve aspirar o ar e separar o dióxido de carbono através de uma reação química – nada de mágica!

E não para por aí: a construção da Mammoth começou em junho de 2022 e, mesmo já operacional, ainda não está finalizada. Está prevista a instalação de mais 72 contêineres até o fim do ano, complementando os 12 que já estão firmes por lá. O CO2 capturado será comprimido e dissolvido em água. Depois, será injetado a 700 metros de profundidade, onde o gás se transformará gradualmente em pedra ao reagir com o basalto – processo que leva cerca de dois anos. Assim, o carbono fica “preso” para sempre, como num cofre natural.

  • Captura direta do ar (DAC)
  • Transformação do CO2 em pedra ao longo de dois anos
  • Projetado para se expandir de 12 para 84 contêineres
  • Parceria com a empresa islandesa Carbix

Uma supermáquina, mas com energia limpa

Para tornar tudo isso sustentável, Climeworks utiliza a energia da central geotérmica ON Power. Essa é mais uma forma de mostrar que os idealizadores estão atentos não só ao resultado final, mas também à pegada de carbono escondida no processo. A parceria estratégica com a Carbix, empresa islandesa especialista em sequestro de carbono, aperfeiçoa ainda mais o armazenamento subterrâneo.

Impacto real ou só utopia cara?

Falar em números impressiona: até agora, apenas 10 mil toneladas de CO2 eram capturadas e armazenadas anualmente no planeta. O Orca, sozinho, respondia por 4 mil. Com a Mammoth a funcionar em plena potência, chegaremos a 36 mil toneladas por ano – o que equivale a tirar cerca de 7.800 carros movidos a gasolina da estrada anualmente. Jan Wurzbacher, fundador e codiretor da Climeworks, lembra: “Saímos de alguns miligramas de CO2 capturados há 15 anos no laboratório, para alguns quilos, depois toneladas, e hoje milhares de toneladas”. Evolução empolgante, sem dúvida!

Mas, diante de tanta inovação, surgem críticas. Muitos líderes mundiais veem essa tecnologia como controversa: alegam que é cara, consome muita energia e, em larga escala, ainda precisa provar sua eficácia. A conta é pesada: cada tonelada de CO2 capturada sai por cerca de 1.000 dólares – um valor que só será realmente sustentável se conseguir cair bastante nos próximos anos.

Ainda assim, otimismo não falta: mais de 20 projetos semelhantes, desenvolvidos por startups como a Climeworks, pretendem atingir 10 milhões de toneladas de CO2 capturadas por ano até 2030. Nos Estados Unidos, por exemplo, a central Stratos está em construção no Texas e poderá chegar a respeitáveis 500 mil toneladas anuais, segundo a Occidental, gigante do petróleo envolvida na iniciativa.

  • Oferta de créditos de carbono para empresas como Lego, Microsoft e H&M
  • Estimativa de 10 milhões de toneladas capturadas globalmente até 2030
  • Custo por tonelada ainda alto, fator considerado crítico para o futuro do setor

Por fim, a cada tonelada capturada, a Climeworks espera gerar créditos de carbono para seus clientes compensarem suas emissões – e, olha, tem empresa grande na fila!

Conclusão: impossível? Só se você não acreditar na força da ciência e da vontade humana! A Mammoth mostra que sair do laboratório e capturar milhares de toneladas de CO2 é possível, ainda que caro e desafiador. Fique atento: quem sabe a próxima inovação climática não chegue na sua cidade antes do que imagina?

Beatriz Marques
Beatriz Marques
Como redatora apaixonada na Rádio Miróbriga, me esforço todos os dias para contar histórias que ressoem com a nossa comunidade. Com mais de 10 anos de experiência no jornalismo, já cobri uma ampla gama de assuntos, desde questões locais até investigações aprofundadas. Meu compromisso é sempre buscar a verdade e apresentar relatos autênticos que inspirem e informem nossos ouvintes.