O Chefe do Estado-Maior do Exército da Guiné-Bissau, Horta N’Tam, foi empossado quinta-feira como novo presidente interino do país.
O Alto Comando Militar, a junta militar que assumiu o poder na Guiné-Bissau após a deposição do presidente Umaro Sissoco Embaloanunciou hoje a nomeação de um novo primeiro-ministro. Num comunicado hoje divulgado, o general Horta N’Tam, que ontem tomou posse como presidente da transição, anunciou a nomeação como primeiro-ministro do Chá Ilídio Vieiraque até agora ocupava o cargo de Ministro das Finanças, cargo que continuará, no entanto, a ocupar.
Quinta-feira o Chefe do Estado-Maior do Exército da Guiné-Bissau, Horta N’Tamfoi empossado como novo presidente interino do país, na sequência do golpe de Estado em que o Presidente Umaro Sissoco Embalo foi deposto na passada quarta-feira. “Fui incumbido de assegurar a orientação do Alto Comando para o restabelecimento da ordem”, declarou em directo na televisão do “TGB”, prestando juramento “pelo período de um ano”.
Entretanto, ontem à noite, o Presidente deposto Embalo chegou ao Senegal “são e salvo”. A informação foi confirmada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros em Dakar, que em comunicado anunciou que um avião do governo foi enviado a Bissau para recolher Embalo e alguns dos seus colaboradores, permitindo-lhes sair do país em segurança. A operação, afirma a nota, foi liderada pessoalmente pelo presidente Bassirou Diomaye Diakhar Faye.
Este último participou ontem na cimeira virtual extraordinária da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (Cedeao), onde desempenhou “um papel de liderança na mediação”. O órgão estabeleceu o envio urgente de uma missão de alto nível para garantir a restauração imediata da ordem constitucional e a libertação de todos os detidos. A cimeira decidiu também estabelecer um pequeno comité de mediação, que inclui também o Senegal, responsável pelo acompanhamento das decisões regionais e que se deslocará em breve a Bissau. A CEDEAO também suspendeu a Guiné-Bissau de todos os seus órgãos de decisão após o golpe militar de 26 de Novembro, apelando à restauração imediata da ordem constitucional e ameaçando impor sanções aos responsáveis pelo golpe.