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Gaza, Ribera: situação próxima a um genocídio, a UE não pode permanecer paralisada

A política socialista espanhola, atualmente a segunda figura mais alta da comissão, falou de um “direcionado, morto, forçado a morrer de fome, sem acesso a comida, água, medicamentos”, sublinhando a ausência de toda a humanidade

O que está acontecendo na faixa de Gaza é algo “muito próximo de um genocídio”. O vice -presidente da Comissão Europeia disse isso Teresa ribera Durante uma entrevista à edição européia do portal “político”, em uma das sentenças mais fortes por um alto funcionário da UE desde o início da guerra em Gaza. Ribera disse que “se não é um genocídio, parece muito com a definição usada para descrevê -lo”. A política socialista espanhola, atualmente a segunda figura mais alta da comissão, falou de um “direcionado, morto, forçado a morrer de fome, sem acesso a comida, água, medicamentos”, sublinhando a ausência de toda a humanidade. Ribera propôs uma maneira de superar o impasse entre os Estados -Membros, sugerindo que os países contra medidas contra Israel podem expressar sua disseminação pela abstenção, e não com o veto. Essa abordagem, de acordo com o vice-presidente, permitiria que a maioria prossiga com medidas como a suspensão do Acordo da Associação da UE-Israel. “Estamos confrontados com necessidades humanitárias urgentes. Não podemos permanecer paralisados”, disse Ribera, apoiando uma fórmula de “objeção não -prostrutiva” para tomar decisões compartilhadas. O vice -presidente também questionou a melhoria real das condições humanitárias em Gaza, expressa por alguns representantes do governo alemão: “Se queremos parar essa fome, devemos inundar Gaza de ajuda. Não tenho a impressão de que atingimos esse ponto”.

Finalmente, Ribera reiterou que, embora compartilhe os valores dos colegas da Comissão, é o conselho ter as maiores habilidades em política externa. Ele definiu a recente decisão de alguns países europeus “positivos, mas insuficientes” de reconhecer o Estado da Palestina e convidou a UE a demonstrar coragem política e moral: “Todo dia de atraso envolve novas mortes. Se a UE permanecer dividida ou lenta, prejudica sua credibilidade e alimenta a desilusão e o populismo”. De acordo com o “político”, mais de 1.400 funcionários da Comissão assinaram uma carta aberta endereçada a Ursula von der Leyen e ao alto representante da política estrangeira e de segurança Kaja Kallas pedindo ações concretas para dissuadir Israel, ameaçando renunciar em caso de inação adicional pelo executivo da comunidade.

Beatriz Marques
Beatriz Marques
Como redatora apaixonada na Rádio Miróbriga, me esforço todos os dias para contar histórias que ressoem com a nossa comunidade. Com mais de 10 anos de experiência no jornalismo, já cobri uma ampla gama de assuntos, desde questões locais até investigações aprofundadas. Meu compromisso é sempre buscar a verdade e apresentar relatos autênticos que inspirem e informem nossos ouvintes.