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Financial Times: Empresas petrolíferas europeias ganham até 4,75 mil milhões com a volatilidade da guerra no Irão

O encerramento de facto do Estreito de Ormuz e as tensões sobre o abastecimento do Médio Oriente remodelaram as rotas comerciais e empurraram o Brent, abaixo dos 60 dólares em Janeiro, para mais de 144 dólares por barril em Abril.

As três principais empresas petrolíferas europeias ganharam até 4,75 mil milhões de dólares com a volatilidade nos mercados energéticos causada pela guerra no Irão. A informação foi noticiada pelo jornal britânico “Financial Times”, segundo o qual as divisões comerciais das britânicas Shell e BP e da francesa TotalEnergies geraram entre 3,3 e 4,75 mil milhões de dólares a mais no primeiro trimestre em comparação com os últimos três meses de 2025. As estimativas indicam que estas atividades representaram entre 48 e 69 por cento do aumento global dos lucros dos três grupos, equivalente a 6,9 mil milhões de dólares.

O encerramento de facto do Estreito de Ormuz e as tensões sobre o abastecimento do Médio Oriente remodelaram as rotas comerciais e empurraram o Brent, abaixo dos 60 dólares em Janeiro, para mais de 144 dólares por barril em Abril. Segundo os analistas, a BP teria sido a que mais beneficiou com a volatilidade, com ganhos adicionais médios estimados em 1,75 mil milhões de dólares, enquanto a Shell teria gerado 1,6 mil milhões e a TotalEnergies cerca de 800 milhões. O “Financial Times” observa que a força das mesas de negociação distingue as grandes empresas europeias das rivais norte-americanas ExxonMobil e Chevron, que estão mais ligadas à produção. Diz-se que a TotalEnergies obteve mais de mil milhões de dólares com operações de petróleo bruto no Dubai e em Omã, enquanto a BP, a Shell e a TotalEnergies registaram melhores desempenhos no mercado de ações do que os seus concorrentes americanos desde o início do conflito.

Beatriz Marques
Beatriz Marques
Como redatora apaixonada na Rádio Miróbriga, me esforço todos os dias para contar histórias que ressoem com a nossa comunidade. Com mais de 10 anos de experiência no jornalismo, já cobri uma ampla gama de assuntos, desde questões locais até investigações aprofundadas. Meu compromisso é sempre buscar a verdade e apresentar relatos autênticos que inspirem e informem nossos ouvintes.