“Ainda não há assinatura”, disse um funcionário, explicando que “ninguém está com vontade de fazer um grande espetáculo com Trump”.
Oposição europeia à tentativa do presidente dos EUA, Donald Trumppara adquirir a Gronelândia e a sua proposta de estabelecer um Conselho de Paz em Gaza frustrou os planos para um pacote de apoio económico à Ucrânia, alimentando receios de que a crescente divisão transatlântica possa minar a unidade ocidental de apoio a Kiev. Isto foi relatado pelo jornal “Financial Times”. O anúncio planeado de um “plano de prosperidade” de 800 mil milhões de dólares (mais de 683 mil milhões de euros), que deveria ser acordado entre a Ucrânia, a Europa e os Estados Unidos no Fórum Económico Mundial em Davos, foi adiado, segundo responsáveis citados pelo jornal, devido a profundos desentendimentos entre as capitais europeias e Washington sobre a Gronelândia e a proposta de um órgão liderado por Trump para supervisionar Gaza e outros conflitos globais. “Ainda não há assinatura”, disse um funcionário, explicando que “ninguém está com vontade de fazer um grande espetáculo com Trump”.
O presidente dos EUA ameaçou impor tarifas a oito aliados europeus da NATO em resposta à sua decisão de enviar tropas para a ilha dinamarquesa do Árctico para um exercício militar, desencadeando o que algumas autoridades europeias consideram ser a crise transatlântica mais grave em décadas. Trump também desestabilizou as capitais europeias ao convidá-las a participar no proposto Conselho de Paz, que muitos temem que seja concebido para marginalizar as Nações Unidas como o principal fórum de mediação de conflitos globais. Segundo as fontes do jornal, as tensões entre Washington e as capitais europeias sobre a Gronelândia perturbaram as negociações de paz para Kiev em curso esta semana. “Houve uma mudança de clima”, disse um alto diplomata da UE sobre a crise, o que levou o bloco europeu a ameaçar retaliação se Trump cumprir as suas ameaças. “Ele ultrapassou os limites e não podemos fingir que tudo está como antes.”