O presidente Donald Trump nomeou o senador Markwayne Mullin como seu sucessor, com a função a partir de 31 de março.
O futuro da Agência Federal de Gestão de Emergências dos EUA (Fema) está novamente em questão após a demissão do secretário de Segurança Interna Kristi Noemque deixará o cargo no final deste mês. O presidente Donald Trump o senador indicou Markwayne Mullin como sucessor, com funções efetivas a partir de 31 de março. Nos últimos meses, Noem e Trump promoveram uma grande reorganização da agência Fema, suscitando críticas bipartidárias. Entre as medidas mais contestadas está a obrigação de o secretário aprovar pessoalmente todas as despesas superiores a 100 mil dólares, uma medida acusada por muitos parlamentares de abrandar a distribuição de ajuda após desastres.
A ação também alega que a administração está reduzindo o quadro de funcionários da agência, inclusive por não renovar os contratos dos funcionários que podem ser convocados para emergências. Segundo rumores, as propostas de reforma em estudo incluem a redução pela metade da força de trabalho e critérios mais rígidos para a concessão de ajuda federal aos estados afetados por desastres. Trump criou um conselho de revisão da agência, co-presidido por Noem e pelo Secretário da Guerra Pete Hegseth, encarregado de fazer recomendações até 25 de Março. No entanto, permanece incerto se estas medidas serão implementadas pelo sucessor de Mullin. A agência, já sem diretor confirmado pelo Senado e liderada interinamente por Karen Evans, vive assim uma fase de forte instabilidade. Muitos especialistas temem que as mudanças possam retardar a resposta de emergência, enquanto alguns republicanos esperam que as novas orientações acelerem a distribuição da ajuda e melhorem a eficiência do sistema.