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EUA-Haiti, fuzileiros navais: “Receberam ataques à embaixada por gangues armadas”

O porta-voz militar, Steven Keenan, lembrou que este não é o primeiro ataque a militares norte-americanos, mas o registado na quinta-feira – e revelado apenas no sábado – é o mais significativo porque foi lançado nas imediações da embaixada.

Os fuzileiros navais dos EUA que protegem a embaixada no Haiti responderam ao fogo aberto contra eles esta semana por supostos membros de gangues armadas. Um porta-voz militar relata o seguinte: Steven Keenanrelatando que “nenhum fuzileiro naval” ficou ferido. Keenan lembrou que este não é o primeiro ataque a militares norte-americanos, mas o registado na quinta-feira – e revelado apenas no sábado – é o mais significativo porque foi lançado nas imediações da embaixada. “Os fuzileiros navais dos EUA estão comprometidos com a segurança das embaixadas dos EUA em todo o mundo e respondem a todas as ameaças com profissionalismo e ação rápida e disciplinada”, assegurou o capitão. Desde março do ano passado, a Casa Branca ordenou um reforço da segurança na sede diplomática, face à crescente ameaça representada por gangues criminosas que supostamente controlam quase todo o território da capital, Porto Príncipe.

Desde o assassinato do presidente Jovenel Moisésem 2021, uma crise política contínua foi desencadeada no Haiti. Desde então, o país está sem Constituição, sem presidente, sem governo e depende apenas de instituições temporárias como o Conselho Presidencial de Transição (CPT) e um conselho de ministros liderado por um primeiro-ministro interino. Órgãos que deveriam ser responsáveis ​​pela organização de novas eleições e pela elaboração de uma nova Carta. Entretanto, os bandos armados intensificaram o controlo de mais de 80 por cento da capital do país, Porto Príncipe, e uma crise de segurança, humanitária e alimentar há muito que se soma à crise política. Uma missão multinacional para apoiar as forças de segurança locais, a formação e a logística foi lançada em meados de 2024, liderada pelo Quénia e com contribuições até agora limitadas de outros países. Embora apoiada pelo Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, a iniciativa nunca foi formalmente transformada numa missão de manutenção da paz da ONU, continuando a operar com base nas contribuições de governos individuais.

Beatriz Marques
Beatriz Marques
Como redatora apaixonada na Rádio Miróbriga, me esforço todos os dias para contar histórias que ressoem com a nossa comunidade. Com mais de 10 anos de experiência no jornalismo, já cobri uma ampla gama de assuntos, desde questões locais até investigações aprofundadas. Meu compromisso é sempre buscar a verdade e apresentar relatos autênticos que inspirem e informem nossos ouvintes.