A manobra insere-se na estratégia que a Casa Branca tem vindo a seguir desde o início de setembro, com o envio de meios militares para combater os “narcoterroristas”.
O Comando Sul dos EUA (Southcom) anunciou que o porta-aviões Gerald R. Fordacompanhado de veículos de escolta aérea e naval, entrou no Mar do Caribe para realizar operações de combate ao “crime organizado transnacional” e ao “narcoterrorismo”. “Através do nosso compromisso incansável e do uso direcionado das nossas forças, estamos prontos para combater ameaças transnacionais que procuram desestabilizar a nossa região”, disse o Almirante num comunicado. Alvin Holseycomandante do Southcom. “A implantação do grupo de batalha do porta-aviões USS Gerald R. Ford representa um passo crítico no fortalecimento de nossa determinação de proteger a segurança do Hemisfério Ocidental e a segurança da pátria”, acrescentou.
A entrada nas Caraíbas do USS Gerald R. Ford, escoltado por outros veículos navais e aéreos, insere-se na estratégia que a Casa Branca tem vindo a prosseguir desde o início de Setembro, com o envio de meios militares para combater os “narcoterroristas” (a Defesa dos EUA fala de pelo menos 80 traficantes mortos). Manobras interpretadas principalmente como uma forma de pressão sobre Nicolás Maduroporque renuncia à liderança da Venezuela, mesmo que os meios de comunicação descrevam um intenso debate, dentro da administração Trump, sobre que iniciativas querem tomar em Caracas.
Por último, o presidente dos EUA, Donald Trumpdisse que “decidiu” como tratar o dossiê, mas ainda não pode revelá-lo. Maduro denuncia “ameaças” à soberania, acusando de cumplicidade tanto as oposições internas como os países caribenhos que acordam exercícios conjuntos com Washington e anunciando mobilizações permanentes das forças de segurança e defesa.