Viver apenas com o salário mínimo tornou-se cada vez mais difícil em grande parte da União Europeia, mas Portugal continua a ser um dos países onde este desafio é mais difícil. Isto foi revelado por um estudo recente realizado por Universidade Gisma de Ciências Aplicadasque analisou a relação entre o salário mínimo líquido e o custo de vida médio nos 26 países europeus onde existe um salário mínimo nacional. O resultado é alarmante: em 25 dos 26 países, o salário mínimo não é suficiente para cobrir sequer as despesas básicas de um adulto solteiro. Portugal destaca-se negativamente, classificando-se entre os cinco países mais problemáticos para quem ganha o salário mínimo legal.
Quanto custa viver em Portugal com o salário mínimo?
Os países mais virtuosos da Europa
No outro extremo da lista encontramos o Bélgicaúnico país onde o salário mínimo é suficiente para cobrir as despesas mensais de um adulto solteiro, incluindo aluguel. Mesmo os países do Norte da Europa, como Dinamarca, Suécia E Holandaapesar de não terem salários mínimos impostos por lei em todos os casos, apresentam um notável excedente entre rendimentos médios e despesas básicas, garantindo aos trabalhadores condições de vida muito mais sustentáveis. Na Dinamarca, por exemplo, há um excedente superior a esse 2.200 euros para uma família, graças a salários médios mais elevados e a políticas sociais mais eficazes.
Este estudo destaca uma realidade muitas vezes subestimada. Na maioria dos casos oo o salário mínimo não é suficiente para viver com dignidade, isto além de Portugal. Também omuitos dos países europeus. Em sua declaração o reitor do Gisma, Ramon O’Callaghan ele especificou: “O problema não é apenas econômico, mas também diz respeito equidade social. Isso quer dizer acesso a oportunidades e a possibilidade de os jovens construírem um futuro independente.” A análise foi baseada em dados oficiais fornecidos pela EurostatdoOCDE e dê institutos nacionais de estatísticaconsiderando o rendimento líquido proveniente de um trabalho de tempo integral de 40 horas semanais.
Portugal está entre os piores países da UE para quem recebe o salário mínimo
Veja o relatório da Leggo Algarve sobre o estudo descrito no artigo
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