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Duas regiões do planeta já se tornaram inabitáveis: entenda o que aconteceu

O que parecia ficção científica está batendo à nossa porta: há pelo menos dois lugares na Terra onde, oficialmente, a vida humana se tornou inviável devido ao calor insuportável. E não, não é exagero de quem esqueceu o ventilador ligado. É conclusão séria dos maiores especialistas do clima!

O alerta do GIEC: dois lugares já estão além do limite

No relatório encaminhado a 195 países, o GIEC — para quem gosta de nomes longos, é o Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre a Evolução do Clima — afirma que, neste exato momento, duas regiões do planeta já são quente demais para permanecerem habitadas. Sim, você leu direito: já estão oficialmente inabitáveis. O relatório completo deve sair no dia 9 de agosto (um mês de calor, por acaso?), e será a base de decisões cruciais para o combate às mudanças climáticas na próxima COP26, em novembro, lá na chuvosa — mas nem tanto — Glasgow, na Escócia.

Quando o calor e a umidade se unem: o perigo da “temperatura úmida”

Entre várias preocupações fundamentadas pelos especialistas, uma das mais angustiantes atende pelo nome de “canícula úmida”. Basicamente, é quando calor forte e ar úmido se unem numa combinação nada amistosa (tipo feijoada no deserto), tornando certas zonas do planeta inabitáveis. Exemplos reais? Jacobabad no Paquistão e Ras Al Khaimah, no golfo Pérsico. Nesses locais, as condições já ultrapassaram o “ponto de não retorno” para a sobrevivência humana.

  • Jacobabad (Paquistão): já com registros comprovados do fenômeno.
  • Ras Al Khaimah (Golfo Pérsico): igualmente afetada, com o limiar já alcançado.

Alguém pode pensar: “Mas eu aguento firme um calorzinho, só abrir a janela!”. Infelizmente, quando o ar é seco, nosso corpo consegue resistir a extremos temporários de 60ºC (ou até 100ºC, para os mais otimistas), graças à bênção que é o suor evaporando. A jornalista Valérie Heurtel explicou que a evaporação do suor nos refresca, mas quando o ar está saturado de umidade, a coisa muda de figura — a evaporação não ocorre, e voilà, o corpo sobe perigosamente de temperatura. Hora de repensar aquele amor pelo verão, não?

O termômetro que decide a vida: entenda o conceito TW

Agora, prepare-se para um pouco de ciência com nome estranho: a “temperatura úmida” ou simplesmente “TW” (do inglês: wet bulb temperature). Segundo especialistas da ONU, é esse índice que mede nossa real capacidade de suportar eventos extremos. E não é só um número qualquer. Cientistas afirmam que o ser humano mal sobrevive a TW de 35°C. Parece pouco? Pois saiba que após cerca de seis horas exposto a esse grau, sem ar condicionado ou algum refresco artificial, o corpo começa a falhar, órgãos param e o risco de morte é inevitável. Palavras de Colin Raymon, pesquisador da NASA e autor de um estudo publicado em maio de 2020.

Para deixar claro: já faz mais de um ano que esses limites foram atingidos, em Jacobabad e Ras Al Khaimah, tornando as duas regiões mundialmente reconhecidas como inabitáveis para humanos.

As regiões em risco: quem mais está na mira?

O relatório da ONU aponta lugares que, se nada for feito, podem seguir o mesmo caminho. Os mais ameaçados:

  • Ásia do Sul e Sudeste
  • Golfo Pérsico
  • Golfo do México
  • Partes do continente africano

O GIEC enfatiza também: regiões tropicais e cidades costeiras são os maiores pontos de preocupação, devido à evaporação intensa da água do mar, alimentando a equação calor + umidade. E quando essa matemática não fecha para o nosso lado, a ameaça deixa de ser só para o futuro — ela já está acontecendo.

Então, se você acha que está quente demais aí, imagine viver onde simplesmente não dá mais? A conclusão é simples (e urgente): precisamos agir agora. Porque, convenhamos, viver num forno úmido nunca esteve nos planos de ninguém!

Beatriz Marques
Beatriz Marques
Como redatora apaixonada na Rádio Miróbriga, me esforço todos os dias para contar histórias que ressoem com a nossa comunidade. Com mais de 10 anos de experiência no jornalismo, já cobri uma ampla gama de assuntos, desde questões locais até investigações aprofundadas. Meu compromisso é sempre buscar a verdade e apresentar relatos autênticos que inspirem e informem nossos ouvintes.