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Dragões na reunião de Rimini: “A Europa se redescobre na cena global” – Vídeo

Em seu discurso, o ex -governador do Banco Central Europeu destacou como crescente ceticismo em relação à UE não diz respeito a seus valores fundadores tanto quanto sua capacidade de defendê -los efetivamente

Uma análise lúcida e um apelo sincero para uma Europa que deve se redescobrir no cenário mundial, abandonando a idéia de que o poder econômico pode garantir apenas a influência geopolítica. Do estágio da reunião de Rimini, até a reunião intitulada “Qual horizonte para a Europa?”, O ex -primeiro -ministro Mario Draghi Ele descreveu os desafios radicais de um mundo profundamente mudado, indicando o caminho para uma transformação necessária da União. A intervenção de Draghi foi aberta com uma observação peremptória: “Durante anos, a União Europeia acreditava que a dimensão econômica trazia consigo o poder geopolítico e nas relações comerciais internacionais. Este ano será lembrado como o ano em que essa ilusão evaporou”. Uma tese apoiada por exemplos concretos: dos deveres impostos pelos Estados Unidos, o aliado histórico, ao papel marginal desempenhado nas negociações de paz na Ucrânia, à posição de “espectador” diante do bombardeio de locais nucleares iranianos e a intensificação do “Gaza Massacre”. Eventos que demoliram qualquer ilusão residual.

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Em seu discurso, o ex -governador do Banco Central Europeu (BCE) destacou como o crescente ceticismo em relação à UE não diz respeito a seus valores fundadores – democracia, paz, liberdade – como sua capacidade de defendê -los de maneira eficaz, sublinhando a necessidade de adaptar a organização política à época. Em um mundo em que hoje prevalecem “grandes políticas de respiração” e “o uso da força militar”, a Europa é descoberta “não muito equipada”. A saída, para Draghi, certamente não é um retorno à soberania nacional, o que não faria nada além de “nos expor ainda mais à vontade dos grandes poderes”. A solução está em uma transformação que torna o protagonista da UE. Essa mudança deve repousar em dois pilares fundamentais. A primeira é a conclusão do mercado interno, ainda travado por barreiras que, se removidas, podem aumentar a produtividade do trabalho de sete por cento em sete anos. O segundo pilar é a dimensão tecnológica. “Nenhum país que deseja prosperidade e soberania pode se dar ao luxo de ser excluído de tecnologias críticas”, disse ele, trazendo o exemplo da indústria de semicondutores. Enquanto os Estados Unidos e a China investem dezenas de bilhões em poucos projetos importantes, a Europa prossegue em ordem dispersa, com investimentos nacionais fragmentados e insuficientes.

Para financiar os “investimentos gigantescos necessários”, estimados em 1.200 bilhões de euros por ano, Draghi lembrou seu conceito de “boa dívida”, distinguindo -o do “ruim” que financia o consumo atual. Hoje, ele explicou, essa boa dívida só pode ser apoiada no nível da comunidade: “Somente formas de dívida comum podem apoiar projetos europeus de grande largura que esforços nacionais fragmentados e insuficientes nunca seriam capazes de implementar”. O apelo final foi endereçado diretamente aos cidadãos: “Transforme seu ceticismo em ação, faça sua voz ser ouvida”. Um incitamento para pressionar os governos a descobrir a unidade de ação necessária para atrair a Europa de amanhã, antes que as circunstâncias se tornem insustentáveis. “É a nossa melhor oportunidade para um futuro de paz, segurança, independência: é uma democracia e somos nós, você, seus cidadãos, os europeus que decidem suas prioridades”.

Beatriz Marques
Beatriz Marques
Como redatora apaixonada na Rádio Miróbriga, me esforço todos os dias para contar histórias que ressoem com a nossa comunidade. Com mais de 10 anos de experiência no jornalismo, já cobri uma ampla gama de assuntos, desde questões locais até investigações aprofundadas. Meu compromisso é sempre buscar a verdade e apresentar relatos autênticos que inspirem e informem nossos ouvintes.