Entre sábado e domingo, realiza-se um dia de manifestações pelo direito à habitação em Aveiro, Beja, Braga, Coimbra, Covilhã, Elvas, Faro, Lisboa, Portimão, Porto, Setúbal, Viana do Castelo e Viseu, durante o qual será apresentado um folheto contendo doze pedidos urgentes para fazer face à crise habitacional.
As principais reivindicações: controle de aluguéis e fim dos despejos
Entre as propostas apresentadas pela plataforma destacam-se:
“O problema que enfrentamos hoje é umemergência nacional e requer respostas imediatas”, disse ele André Escovalporta-voz do Casa para morar e membro do movimento Porta a portaem entrevista à agência Lusa. “Não queremos soluções para amanhã, mas sim para hoje”.
Habitação pública e combate ao arrendamento ilegal
A plataforma também pede um plano estrutural para construção públicacriticando a falta de investimento: “Se há dinheiro para a guerra, também deve haver dinheiro para a habitação”. Além disso, denuncia a falta de controlo sobre aluguéis ilegaishoje mais fácil de obter do que uma inspeção.
Governo acusado de “ir na direção oposta”
A Casa para Viver acusa o executivo de agravar a situação, mantendo o estatuto de residentes não habituais e os vistos “dourados”, que favorecem quem tem grande capital. “Não esperamos que a mudança aconteça por vontade do governo – disse Escoval – por isso saímos às ruas”.
Manifestações pelo direito à moradia nas principais cidades
PARA Lisboaa procissão partirá no sábado às 15h30 de Largo de Camões para chegar aoArco da Rua Augusta. PARA Portaporém, o evento está marcado para domingo, às 14h30de Praça da Batalha para Aliados. Outras mobilizações serão realizadas Aveiro, Beja, Braga, Coimbra, Covilhã, Elvas, Faro, Portimão, Setúbal, Viana do Castelo e Viseu.
Veja esta postagem no Instagram
“Temos que estar mais numerosos, mais fortespara impor ao governo o que ele não quer fazer”, conclui Escoval. Um apelo à mobilização, para que o direito à habitação deixe de ser um privilégio, mas sim uma garantia para todos.