A economia portuguesa, como demonstra um estudo recente realizado pelo Gabinete de Estudos do Ministério das Finanças (GPEARI), vê os seus habitantes mais ricos concentrados em oito municípios-chave espalhados por todo o país. Como seria de esperar, os rendimentos deste inquérito apresentam uma forte recuperação face aos de 2020, fortemente afetados pela pandemia. Segundo dados do Jornal de Negócios, 0,1% da população portuguesa está maioritariamente radicada em concelhos selecionados. Em Portugal, ser rico significa ganhar cerca de 21 mil euros brutos por mês. Os oito concelhos onde vivem portugueses com este nível de rendimento são: Lisboa, Oeiras, Cascais, Sintra, Porto, Vila Nova de Gaia, Matosinhos e Loulé.
O estudo, conhecido como “Dashboard de Desigualdades de Renimento e IRS”, examina a desigualdade de rendimentos no país com base em dados administrativos e anónimos das autuações fiscais de 2021, disponibilizadas em 2022.
Riqueza concentrada nas mãos de poucos
É interessante notar que 0,1% da população mais rica declara rendimentos brutos de cerca de 429.600 euros por ano. Um valor equivalente a cerca de 30.600 euros por mês. Isto representa um aumento face ao ano anterior, quando o rendimento médio dos ricos era de 399.900 euros por ano (cerca de 18.600 euros por mês).
As famílias pertencentes à classe mais rica têm rendimentos superiores a 228.400 euros por ano, pagando uma taxa efetiva de IRS que ronda em média os 42,36%.