Como funciona o novo sistema de marcação de visitas e intervenções
O mecanismo foi concebido para intervir nos casos em que o limite seja ultrapassado Tempo máximo de resposta garantido. Nesta situação o paciente recebe um SMS “inteligente” que o informa da possibilidade de realizar a operação em outro estabelecimento de saúde, público ou privado, que tenha disponibilidade.
A partir desse momento, o 48 horas para aceitar ou rejeitar. Caso ele não responda em dois dias, o paciente é contatado por telefone. Se aceito, você receberá um PIN digital que substitui o antigo “comprovante de operação” (Nota de transferência/Vale cirurgia). Um PIN que permite reservar diretamente a intervenção no estabelecimento indicado.
Cirurgia em outro hospital: 48 horas para decidir
A inovação mais significativa diz respeito, portanto, à possibilidade de ser desviado para outro hospitalmesmo particulares com convênio, com tempo de resposta muito mais rápido.
“Não vamos atribuir tempo de bloco operatório a um paciente que depois não comparece – explicou Joana Mourão, coordenadora do grupo de trabalho do SINACC, em entrevista ao Rádio Renascença –. Caso a primeira proposta não seja aceita, serão feitas mais duas. Após três recusas, você é retirado da lista de espera.”
Desta forma, o sistema introduz um elemento de responsabilidade direta do pacienteque não poderá mais contar com adiamentos indefinidos, mas terá que tomar decisões rápidas.
Mais responsabilidade para os pacientes, mais eficiência para o sistema
O objetivo declarado é duplo: reduzir tempos de espera E otimizar o uso dos recursos hospitalares. Para o SNS esta é uma mudança de paradigma, em que a gestão já não está apenas nas mãos da administração, mas envolve uma resposta activa dos cidadãos.
A medida poderá ser particularmente útil em departamentos de alta pressão, como a cirurgia ortopédica ou oncológica, onde o respeito dos prazos é crucial para a saúde dos pacientes.
Os números do Serviço Nacional de Saúde
O lançamento do novo sistema coincide com um momento simbólico para a saúde portuguesa. De acordo com dados deInstituto Nacional de Estatística (INE)ao longo dos últimos vinte anos o SNS registou um crescimento significativo no quadro de pessoal:
Ao mesmo tempo, no mesmo período, o número de atendimentos de urgência diminuiu 4%, sinal de que o sistema de saúde ganhou capacidade para gerir os cuidados agendados.