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Coreia do Sul: Yoon pede desculpas por tentar impor a lei marcial após prisão perpétua

Os juízes decidiram que o antigo chefe de Estado planeou a tentativa de subversão da ordem constitucional envolvendo numerosos funcionários e sem mostrar sinais de arrependimento

Ex-presidente da Coreia do Sul Yoon Suk Yeol pediu desculpas aos cidadãos sul-coreanos pelo “desespero e sofrimento” causados ​​por sua tentativa fracassada de impor a lei marcial no final de 2024, que lhe rendeu uma sentença de prisão perpétua. “Peço desculpas profundamente às pessoas por causar tanto desespero e sofrimento com minhas deficiências”, lemos em um comunicado no qual Yoon mais uma vez defende suas ações. Um tribunal em Seul condenou ontem o ex-presidente Yoon à prisão perpétua sob a acusação de insurreição pela sua tentativa de proclamar a lei marcial em 3 de dezembro de 2024. A pena é inferior à pena de morte solicitada pelo Ministério Público. Os juízes decidiram que o antigo chefe de Estado planeou a tentativa de subverter a ordem constitucional, envolvendo numerosos funcionários e sem mostrar sinais de arrependimento. Entre os outros réus, o ex-ministro da Defesa Kim Yong Hyun foi condenado a 30 anos de prisão; o ex-primeiro-ministro Han Pato Soo a 23 anos de prisão; o ex-ministro do Interior Lee Sang-min aos sete anos.

Num processo anterior, em 16 de janeiro, Yoon já havia sido condenado a cinco anos de prisão por tentar impedir a sua própria prisão após o seu impeachment, que culminou no ano passado com a destituição e eleições antecipadas vencidas pelo atual presidente coreano, Lee Jae-myung. De acordo com a promotoria, a lei marcial foi proclamada por Yoon para prolongar sua permanência no poder, assumindo o controle do judiciário e do parlamento. Yoon sempre apoiou a legitimidade constitucional da medida, afirmando que queria “salvaguardar a liberdade e a soberania”. A proclamação, a primeira do género no país em 44 anos, levou ao envio de tropas para a Assembleia Nacional e a confrontos com manifestantes. A ordem foi revogada apenas três horas depois, quando 190 dos 300 deputados, que conseguiram romper o bloqueio militar e entrar no parlamento, votaram por unanimidade pelo seu cancelamento. A revogação formal ocorreu cerca de seis horas após o anúncio.

Beatriz Marques
Beatriz Marques
Como redatora apaixonada na Rádio Miróbriga, me esforço todos os dias para contar histórias que ressoem com a nossa comunidade. Com mais de 10 anos de experiência no jornalismo, já cobri uma ampla gama de assuntos, desde questões locais até investigações aprofundadas. Meu compromisso é sempre buscar a verdade e apresentar relatos autênticos que inspirem e informem nossos ouvintes.