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Coreia do Norte: verificações intensificadas e incursões domiciliares antes do congresso do partido

O facto foi relatado por fontes locais citadas hoje, 11 de fevereiro, pelo site especializado “Daily Nk”, segundo o qual o objetivo é garantir um ano “sem acidentes ou crimes”

As forças de segurança da Coreia do Norte intensificaram patrulhas surpresa e ataques a casas na província de Hamgyong, no norte, antes do nono Congresso do Partido dos Trabalhadores. O facto foi relatado por fontes locais citadas hoje, 11 de Fevereiro, pelo site especializado “Daily NK”, segundo o qual o objectivo é garantir um ano “sem acidentes ou crimes”. Segundo uma das fontes, que pediu anonimato por razões de segurança, no início de Janeiro a polícia provincial ordenou aos departamentos municipais e distritais que garantissem a estabilidade e a ausência de incidentes para celebrar o Congresso. A ordem foi enviada às delegacias locais, com um convite para fortalecer o controle sobre seus respectivos territórios. Na cidade de Hoeryong, na fronteira com a China, os agentes aumentaram significativamente a frequência de patrulhas e inspeções surpresa às residências, verificando as condições e o comportamento dos ocupantes. A repressão também incluiria um maior ativismo por parte dos denunciantes nos bairros.

As medidas parecem destinadas a prevenir qualquer episódio que possa comprometer a imagem de estabilidade do país às vésperas do congresso. No entanto, segundo a fonte, a população queixa-se de graves transtornos. Muitos moradores, não habituados ao contacto frequente com a polícia local, sentir-se-iam pressionados por questões constantes sobre a vida familiar e as actividades diárias. Um residente de Hoeryong, na casa dos 50 anos, disse que um policial apareceu repentinamente em sua casa no final do mês passado, perguntando sobre sua situação e seus filhos. O homem teria dito que estava alarmado, temendo que um de seus familiares tivesse causado problemas. Segundo a fonte, a percepção de estar constantemente sob vigilância é generalizada na sociedade norte-coreana e mesmo simples visitas podem gerar forte tensão psicológica. Ao mesmo tempo, algumas pessoas tentariam explorar a situação para fortalecer as relações com os agentes locais, especialmente aqueles envolvidos no comércio e temem controlos ou sanções.

Beatriz Marques
Beatriz Marques
Como redatora apaixonada na Rádio Miróbriga, me esforço todos os dias para contar histórias que ressoem com a nossa comunidade. Com mais de 10 anos de experiência no jornalismo, já cobri uma ampla gama de assuntos, desde questões locais até investigações aprofundadas. Meu compromisso é sempre buscar a verdade e apresentar relatos autênticos que inspirem e informem nossos ouvintes.