De acordo com estimativas das Nações Unidas, Pyongyang roubou mais de 3 mil milhões de dólares em ativos digitais desde 2017
Acredita-se que um grupo de hackers ligado à Coreia do Norte seja responsável pelo roubo de quase US$ 300 milhões em criptomoedas no maior ataque cibernético da indústria neste ano. A informação foi noticiada pelo site de notícias especializado “CoinDesk”, enquanto surgem outros elementos sobre uma das operações mais sofisticadas atribuídas a Pyongyang no domínio do cibercrime. Conforme relatado pelo “CoinDesk”, o ataque atingiu o sistema de investimento online KelpDao em 18 de abril, com um valor estimado em cerca de US$ 290 milhões. Durante o ataque, dois servidores “blockchain” conectados ao aplicativo LayerZero foram comprometidos, permitindo o escoamento de “tokens” vinculados à criptomoeda Ethereum.
Numa nota, a LayerZero indicou “elementos preliminares” que sugerem o envolvimento de um ator estatal altamente sofisticado, provavelmente o grupo Lazarus, já ligado diversas vezes a operações de hacking atribuíveis a Pyongyang. O grupo Lazarus é considerado um dos principais atores do programa de cibercrime desenvolvido por Pyongyang, que – segundo especialistas das Nações Unidas – utiliza o roubo de criptomoedas para financiar o desenvolvimento de programas nucleares e de mísseis. De acordo com estimativas das Nações Unidas, a Coreia do Norte roubou mais de 3 mil milhões de dólares em ativos digitais desde 2017. Em 2025, os Estados Unidos já tinham atribuído o roubo de 1,5 mil milhões de dólares em criptomoedas a Pyongyang, então considerado o maior ataque alguma vez registado.