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Copa do Mundo 2026: se o Irã desistir, o Iraque no grupo G e os Emirados nos play-offs

Nas últimas horas, o ministro iraniano dos Desportos declarou que “não existem condições para participar no Mundial”

A participação do Irão no Campeonato do Mundo de 2026 nos Estados Unidos, Canadá e México pode estar em risco no meio da crise política e militar em curso entre Teerão e Washington. Em caso de desistência ou impossibilidade da seleção iraniana participar do torneio, o Iraque poderá ocupar o seu lugar na fase final da competição. O Irã se classificou entre as seis melhores seleções da Confederação Asiática (AFC) e foi colocado no Grupo G junto com Bélgica, Nova Zelândia e Egito.

Contudo, nas últimas horas, o Ministro dos Desportos iraniano Ahmad Donjamali declarou numa entrevista televisiva citada pelo jornal alemão “Frankfurter Allgemeine Zeitung” que “não existem condições para participar no Campeonato do Mundo”, acusando os Estados Unidos de terem conduzido acções hostis contra o Irão e alegando que o país esteve envolvido em duas guerras nos últimos meses. As declarações do ministro contrastam com o que disse o presidente da FIFA Gianni Infantino, que informou ter recebido garantias do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “O presidente Trump disse-me que a seleção iraniana é obviamente bem-vinda ao Campeonato do Mundo nos Estados Unidos”, explicou Infantino após uma reunião com o chefe da Casa Branca.

No momento a FIFA não tomou nenhuma decisão oficial. No entanto, o regulamento da competição prevê que, em caso de desistência ou impossibilidade de participação de uma equipa qualificada, a entidade organizadora poderá adotar “qualquer medida que considere necessária” para garantir a realização do torneio. Entre as hipóteses está a de uma substituição dentro da própria Confederação Asiática, com o Iraque possivelmente incluído no grupo originalmente atribuído ao Irã. Nesse cenário, os Emirados Árabes Unidos substituiriam o Iraque na repescagem intercontinental por uma das últimas vagas disponíveis na Copa do Mundo. A nível regulamentar, uma possível renúncia também teria consequências financeiras: segundo as regras da FIFA, uma federação que se retire no prazo de trinta dias após o primeiro jogo corre o risco de uma multa mínima de 250 mil francos suíços, que pode subir até 500 mil francos em caso de renúncia posterior.

Beatriz Marques
Beatriz Marques
Como redatora apaixonada na Rádio Miróbriga, me esforço todos os dias para contar histórias que ressoem com a nossa comunidade. Com mais de 10 anos de experiência no jornalismo, já cobri uma ampla gama de assuntos, desde questões locais até investigações aprofundadas. Meu compromisso é sempre buscar a verdade e apresentar relatos autênticos que inspirem e informem nossos ouvintes.