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Confira se o seu código do cartão está nesta lista antes que seja tarde

Antes de sair usando aquele código fácil de lembrar na sua cartão, que tal checar se ele não está na mira dos ladrões? Seu dinheiro merece esse carinho!

O perigo mora no código: por que se preocupar?

O código secreto do seu cartão bancário não é só um número: ele é literalmente a porta de entrada para o seu dinheiro. Na França, por exemplo, fraudes em saques com cartão correspondem a cerca de 3% de todas as fraudes bancárias, causando um prejuízo estimado em 37 milhões de euros por ano. E está achando que os golpistas estão dormindo no ponto? Nada disso! Técnicas cada vez mais criativas, como a do “collet marseillais”, têm feito grandes estragos por lá.

A questão é séria: mesmo com alertas nos caixas eletrônicos, nos terminais de pagamento e nas comunicações dos próprios bancos, ainda assim muita gente subestima o perigo. Um número considerável de usuários troca o código secreto original, enviado pelo banco, por algo mais simples. Afinal, memorizar é sempre melhor do que ficar consultando papelzinho perdido na gaveta, não é mesmo?

Simplicidade é amiga… do ladrão!

Basta alguns cliques para mudar seu código, seja pelo app do banco ou pelo site. E aí mora o problema: quanto mais simples for seu código, mais fácil será para os golpistas adivinharem. Pense bem antes de facilitar sua vida e, de quebra, a vida de quem não deve.

  • Na França, ao contrário da Suíça, os bancos ainda exigem apenas quatro dígitos para o código – nada de seis!
  • Isso significa 10.000 combinações possíveis. Ou seja, em teoria, um golpista só precisa de um pouquinho de sorte (ou persistência) para acertar o seu código.

E parece que a tentação de facilitar a memorização é mesmo grande. Segundo o especialista em dados Nick Berry, da Meta (vulgo Facebook, para os íntimos), existe uma lista de códigos mais usados – que são, por coincidência (ou não), os mais fáceis de adivinhar. Esse cenário lembra muito os clássicos “123456” ou “password” no mundo das senhas online: escolha comum, risco esperado.

Se seu código está na lista vermelha, é hora de agir!

Usa atualmente algum desses códigos que todo mundo usa? Saiba que mudar agora é o melhor que você pode fazer pelo seu bolso. Os bancos, inclusive, recomendam evitar combinações ligadas à sua data de nascimento – nada de transformar 1984 em 1984 no cartão! E usar a mesma senha para vários serviços? Fica ainda mais perigoso. Afinal, o código do cartão é ultra sensível: se um larápio colocar as mãos nele, pode drenar sua conta num piscar de olhos, até atingir o limite de pagamentos ou saques permitido pelo banco.

  • Evite códigos herdados de padrões fáceis.
  • Nada de datas marcantes ou sequências fáceis.
  • Jamais reutilize para diferentes serviços!

No mesmo estudo, Berry listou também códigos raramente escolhidos que seriam mais seguros. Contudo, ironia do destino: agora que a lista virou pública, quem garante que os hackers não vão tentar justamente essas novidades? O segredo real é gravar o código na cabeça e esquecer papel e caneta: quanto menos rastros, melhor!

Novas proteções: pagamentos sem contato e autenticação duplamente inteligente

As coisas estão mudando na França: em breve, os pagamentos por aproximação devem ser possíveis até 80 euros (hoje, o limite é 50). Isso vai ajudar os franceses a dificultarem ainda mais a ação dos curiosos de plantão tentando espiar senhas. E olha só: pagamentos por celular (como o Apple Pay) permitem compras acima desse valor, com o bônus da autenticação dupla pelo smartphone, elevando ainda mais o patamar da segurança.

Ourives de golpes estão sempre em busca de novas brechas. Mas, com atenção redobrada e escolhas sensatas, você pode dar um belo nó nos planos deles. O conselho final? Grave o seu código, não o facilite e, em caso de suspeita, troque agora mesmo. Seu futuro financeiro agradece – e você dorme mais tranquilo à noite.

Beatriz Marques
Beatriz Marques
Como redatora apaixonada na Rádio Miróbriga, me esforço todos os dias para contar histórias que ressoem com a nossa comunidade. Com mais de 10 anos de experiência no jornalismo, já cobri uma ampla gama de assuntos, desde questões locais até investigações aprofundadas. Meu compromisso é sempre buscar a verdade e apresentar relatos autênticos que inspirem e informem nossos ouvintes.