O deputado brasileiro, condenado em casa a dez anos de prisão como “autor intelectual” de um ataque ao sistema computacional de justiça em 2023, foi preso ontem em Roma
Quanto às próximas etapas, Bueno explica que “dentro de 48 horas as autoridades terão que validar a prisão do deputado, confirmando sua legalidade”. Posteriormente, o advogado continua, o Brasil terá 90 dias para enviar a Itália toda a documentação necessária para que a transcrição legal do processo possa ser iniciada. “Esta não é uma tradução simples – ele especifica – mas uma análise detalhada para verificar se os crimes pelos quais ele foi condenado ao Brasil, ou invasão de um sistema de computador e falsos ideológicos, correspondem aos casos previstos pelo Código Penal italiano e se a sentença for compatível com o sistema legal italiano”. Segundo o advogado, essa pode ser a fase mais longa de todo o procedimento. No caso de a extradição de Zambelli ser aceita pela justiça italiana, o procedimento pode terminar “dentro de alguns dias”.
A Embaixada do Brasil em Roma entregou o pedido de extradição do deputado em 12 de junho a Farnesina, condenado a dez anos de prisão pela Suprema Corte (Supremo Tribunal Federal, STF) e reparado na Itália. O pedido foi entregue ao governo italiano pessoalmente pelo embaixador do Brasil na Itália, Renato Mosca. Zambelli – membro do mesmo Partido Liberal (PL) ao qual o ex -presidente pertence JAIR BOLSONARO – foi considerado “autor intelectual” de um ataque ao sistema de justiça computacional perpetrado em 2023. O extensor do pedido enviado por Brasília, o juiz da Suprema Corte Alexandre de Moraesele se comprometeu a não prender ou processar Zambelli por fatos antes dos relatados, para não impor a sentença de prisão perpétua, não agravar a sentença com base em razões políticas e não submeter o parlamentar à tortura ou a outros tratamentos desumanos ou degradantes.