O juiz sublinhou que as medidas devem respeitar a privacidade dos outros residentes, mas reiterou que a detenção domiciliar constitui uma restrição à liberdade individual, que não pode perder a eficácia
O juiz Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil, hoje, 30 de agosto, o monitoramento direto da área externa da residência do ex -presidente JAIR BOLSONAROatualmente submetido a prisão domiciliar e controlada por pulseira eletrônica. Isso foi relatado pelo emissor “CNN Brasil”. De acordo com o texto da ordem, a supervisão diz respeito à descoberta da terra, na fronteira com outras propriedades semelhantes, onde a presença de edifícios laterais e nas costas cria “pontos cegos”, conforme destacado pelo escritório do promotor público da República (PGR). Moraes também autorizou cheques em todos os veículos que deixam a residência, com a documentação diária de veículos, motoristas e passageiros para serem enviados ao tribunal. O juiz sublinhou que as medidas devem respeitar a privacidade dos outros residentes, mas reiterou que a detenção domiciliar é, em qualquer caso, uma restrição à liberdade individual, que não pode perder a eficácia.
A primeira comissão da Suprema Corte começará em 2 de setembro, o julgamento contra Bolsonaro e outros sete expoentes políticos e militares acusados do enredo de golpe que, de acordo com a acusação, tentaram derrubar os resultados das eleições de 2022 em que ele ganhou Luiz Inacio Lula da Silvacandidato do Partido dos Trabalhadores (PT). De acordo com o que foi anunciado pelo tribunal, existem cinco sessões que ocorrerão em 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro, de acordo com um calendário convocado pelo juiz Cristiano Zanin. O julgamento em Bolsonaro será conduzido pela primeira faculdade, formada pelos juízes Alexandre de Moraes, Flavio Dino, Cristiano Zanin, Carmen Lucia e Luiz Fux. Bolsonaro e os outros sete são acusados de crimes criminais, tentativa de abolição violenta do Estado da Lei Democrática, Coup d’état, danos qualificados com violência e séria ameaça e deterioração da propriedade. No caso de uma sentença, as penalidades podem exceder 30 anos de prisão.