O sector bancário português goza de excelente saúde, registando lucros recorde e uma solidez de capital que excede a média europeia. É o que emerge do relatório anual da Associação Portuguesa de Bancos (APB) relativo a 2024. Um documento que oferece insights cruciais para quem vive, investe ou pretende comprar casa em Portugal. A Leggo Algarve analisou os pontos mais interessantes para a nossa comunidade italiana residente em Portugal.
O Setor Bancário Português é Saudável e Confiável
A primeira e excelente notícia é a robustez do sistema. Em 2024, os bancos portugueses registaram um lucro líquido de quase 6 mil milhões de eurosum aumento de 14% em relação a 2023. Este resultado foi impulsionado por uma maior eficiência e uma gestão de riscos mais prudente.
Para o titular da conta, isso se traduz em uma palavra: segurança. A solidez dos bancos é confirmada por um indicador técnico, o Rácio Common Equity Tier 1 (CET1)que em Portugal atingiu 18,0%um nível historicamente elevado e superior à média da Área Euro (16,6%). Simplificando, os bancos têm “mais feno na exploração” para lidar com quaisquer crises, garantindo assim a estabilidade dos depósitos e a capacidade de apoiar a economia.
Comprar uma casa: taxas hipotecárias ligeiramente abaixo da média europeia
Aqui estão os dados que muitos esperavam. Se está a pensar comprar um imóvel em Portugal, pelo menos do ponto de vista creditício, o momento pode ser propício. Em dezembro de 2024, o taxa de juro média das novas hipotecas para aquisição de habitação fixou-se em 3,21%.
A notícia mais relevante é que esse número é ligeiramente inferior à média da área do euroque parou em 3,35%. Isto posiciona Portugal como um mercado competitivo no acesso ao crédito imobiliário. Não surpreendentemente, o crédito à habitação cresceu 3,5% em 2024, sinalizando uma confiança renovada e dinamismo no sector.
Crédito para empresas e famílias em crescimento
Não apenas hipotecas. O relatório destaca um crescimento generalizado do crédito a particulares e empresas.
Menos risco, mais confiança: o problema da “dívida inadimplente” foi resolvido
Outro sinal de ótima saúde é a redução drástica dos chamados Empréstimos inadimplentes (NPL), ou seja, empréstimos que os bancos lutam para cobrar. O Rácio de NPL caiu para 2,4%valor cada vez mais próximo da média da Zona Euro (1,9%). Isto significa que os bancos portugueses “limparam” os seus balanços de dívidas problemáticas do passado, reduzindo os riscos e aumentando a confiança geral no sistema.
Concluindo, o panorama bancário português descrito pela APB é sólido, rentável e capaz de oferecer condições de crédito competitivas, especialmente no setor imobiliário. Para a comunidade italiana, estas são indicações valiosas que confirmam a estabilidade financeira do país e oferecem um contexto favorável para investimentos pessoais e empresariais.
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