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Axios: a intervenção de Charlie Kirk por trás do resgate do TikTok por Trump

De acordo com a reconstrução, em novembro de 2024, o ativista conservador acompanhou o CEO da TikTok, Shou Zi Chew, a uma reunião privada em Mar-a-Lago

A intervenção do ativista conservador Charlie Kirkmorto num atentado no ano passado, teria sido decisivo para convencer o presidente dos Estados Unidos, Donald Trumppara suspender e depois cancelar a proibição federal da plataforma de mídia social chinesa TikTok. O portal de informação “Axios” escreve isto hoje, 17 de fevereiro, reconstruindo os antecedentes de uma campanha política e jurídica que durou cerca de dois anos e culminou na ordem executiva assinada no primeiro dia do segundo mandato de Trump. Segundo a reconstrução, em novembro de 2024, poucos dias após a reeleição, Kirk acompanhou o CEO da TikTok, Shou Zi Mastigarem reunião privada em Mar-a-Lago, Flórida. Naquela época, esperava-se que entrasse em vigor uma lei que proibiria o aplicativo controlado pela chinesa ByteDance nos Estados Unidos na semana da posse do novo presidente. Ciente da predileção de Trump por gráficos, Kirk supostamente preparou uma série de infográficos intitulada “Trump no TikTok”, mostrando dezenas de bilhões de visualizações de conteúdo da campanha republicana na plataforma. Uma imagem, em particular, destacou como os conteúdos ligados a Trump ultrapassaram os de figuras como Taylor Swift. Poucos dias depois de assumir o cargo, Trump assinou uma ordem executiva para adiar a aplicação da proibição.

“Axios” sublinha que o episódio representa um ponto de viragem numa batalha interna no mundo republicano, onde não faltou forte resistência dos chamados “falcões anti-chineses” no Congresso e na órbita do presidente, preocupados com os riscos para a segurança nacional ligados ao controlo da plataforma por Pequim. Nos bastidores ele também teria papel central Tony Sayeghex-funcionário do Tesouro e da Casa Branca no primeiro mandato de Trump e agora diretor do Susquehanna International Group, principal investidor americano na ByteDance. Já em março de 2024, depois do então Presidente Joe Biden tivesse declarado que assinaria uma proibição do TikTok se aprovado pelo Congresso, Sayegh teria levantado a hipótese da possibilidade de intervenção presidencial no caso da vitória de Trump.

A estratégia teria sido articulada em dois níveis: a entrada oficial da campanha eleitoral de Trump no TikTok em junho de 2024 para interceptar o eleitorado jovem, contornando os meios de comunicação tradicionais, e a construção de uma estrutura corporativa capaz de responder às objeções à segurança nacional. Conselheiros como Jason Miller e outras figuras da área conservadora teriam contribuído para dar cobertura política à escolha. O acordo final, finalizado no mês passado, previa a venda das operações da TikTok nos EUA para uma joint venture controlada pelos EUA, levando efetivamente ao levantamento da proibição. Tendo em vista as eleições presidenciais de 2028, conclui “Axios”, a competição para ganhar visibilidade na plataforma está destinada a intensificar-se tanto entre republicanos como entre democratas.

Beatriz Marques
Beatriz Marques
Como redatora apaixonada na Rádio Miróbriga, me esforço todos os dias para contar histórias que ressoem com a nossa comunidade. Com mais de 10 anos de experiência no jornalismo, já cobri uma ampla gama de assuntos, desde questões locais até investigações aprofundadas. Meu compromisso é sempre buscar a verdade e apresentar relatos autênticos que inspirem e informem nossos ouvintes.