Um sismo de magnitude 4,7 abalou Lisboa hoje, segunda-feira, 17 de fevereiro. Com epicentro localizado a cerca de 14 quilómetros a oeste-sudoeste do Seixal, no distrito de Setúbal, e a sete quilómetros de profundidade, o evento sísmico foi registado às 13h24, provocando momentos de tensão mas, felizmente, sem danos. O terramoto foi sentido em todo Portugal.
O IPMA adianta que o sismo atingiu uma intensidade máxima de grau V na escala Mercalli modificada. Este nível corresponde a um choque perceptível no exterior, que pode provocar a queda de pequenos objetos e acordar pessoas que dormiam, mas sem causar danos significativos. A escala Mercalli modificada, lembramos, mede a intensidade sísmica numa escala qualitativa de 1 a 12, com base nos efeitos do terremoto nas pessoas, nos edifícios e na natureza.
Na sequência do terramoto, o site do IPMA ficou temporariamente inacessível, provavelmente devido ao elevado tráfego de utilizadores em busca de informação.
A mensagem do presidente da Câmara de Lisboa aos cidadãos após o terramoto que abalou Portugal
Embora o impacto do sismo tenha sido sentido em diversas zonas, a Autoridade Nacional de Emergências e Proteção Civil (ANEPC) assegurou que, até às 13h50, não foram reportados quaisquer danos a pessoas ou coisas. Esta mensagem de tranquilidade também foi partilhada através das redes sociais oficiais da autoridade.
O presidente da Câmara de Lisboa quis reiterar uma mensagem de calma aos cidadãos: “Não há relatos de danos”, declarou. No entanto, quis sublinhar a importância de estar preparado, lembrando que Lisboa é uma cidade situada numa zona de risco sísmico. Ele também apelou aos moradores para que sigam os planos de segurança já em vigor, direcionando-se para um dos 88 marcos seguros estabelecidos na capital.
Terremotos de significado histórico em Portugal
Lisboa conheceu alguns dos maiores sismos da história do país, com acontecimentos significativos registados em 1531, 1755, 1858 e 1909. Segundo o SPESM, “as zonas próximas das falhas do Vale do Baixo Tejo são altamente perigosas”.
Em Lisboa, das 20.000 casas existentes, apenas 3.000 permaneceram habitáveis após o terramoto. Os danos foram enormes, afectando pelo menos 32 igrejas, 60 capelas, 31 mosteiros, 15 conventos e 53 palácios.
No entanto, os especialistas concordam com a importância da prevenção pré-terremoto. “É fundamental encontrar um equilíbrio entre tranquilizar a população para evitar o caos e o pânico. Vivemos numa zona de risco sísmico”, afirmam os geólogos portugueses. Educar as crianças sobre os procedimentos de segurança durante um terremoto é essencial. É também importante garantir o cumprimento da regulamentação em vigor sobre construções anti-sísmicas, o que pode fazer uma diferença decisiva em termos de redução de danos.