A administração Trump teria ficado “fortemente irritada” com a classificação da AfD como uma formação de extrema direita e o Departamento de Estado teria considerado medidas como proibições de viagens ou mesmo sanções financeiras contra os responsáveis responsáveis.
A administração dos EUA está a considerar impor sanções contra alguns funcionários alemães do Gabinete Federal para a Protecção da Constituição, na sequência da sua decisão de monitorizar o partido Alternativa para a Alemanha (AfD) como um caso suspeito de extremismo de direita. Isto foi relatado pelo semanário alemão “Der Spiegel”, citando ex-funcionários do governo dos EUA.
A administração Trump teria ficado “fortemente irritada” com a classificação da AfD como um grupo de extrema direita, e o Departamento de Estado estava a considerar medidas como proibições de viagens ou mesmo sanções financeiras contra os responsáveis responsáveis.
Ainda segundo as fontes citadas pelo semanário, avaliações semelhantes também foram realizadas em relação a França, levantando a hipótese de sanções contra os juízes que condenaram a líder do Rassemblement National, Marine Le Pen, na primavera. “Seria uma loucura sancionar as autoridades alemãs.
Numa administração normal dos EUA, ninguém sequer consideraria tal coisa. Mas as sanções contra os líderes do HateAid e outras organizações não-governamentais na Europa mostraram que este governo é capaz de tudo”, disse o ex-diplomata dos EUA ao “Der Spiegel”. Tom Malinowski. Questionado sobre o assunto, um porta-voz do Departamento de Estado norte-americano não confirmou nem negou os rumores, limitando-se a declarar que “não estamos a discutir consultas internas”.