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A seca no Marrocos reduziu 30 % a terra cultivada com frutas cítricas em oito anos

Os dados atualizados do censo nacional do setor indicam uma queda de 29 % nas superfícies cultivadas, que passaram de 128 mil hectares em 2016 para os 91.342 atuais

O Marrocos perdeu mais de 37 mil hectares de terreno cítrico desde 2016 devido à seca, de acordo com o relatado pelo jornal “Sabah Agadir”. É isso que emerge dos dados apresentados durante o primeiro Congresso Científico da cadeia cítrica, em andamento em Marrakech de 13 a 15 de maio, organizado pela Federação Interprofissional Marroquina “Maroc Citrus” com o patrocínio do ministério da agricultura, pesca maritime, desenvolvimento rural e recursos florestais. Os dados atualizados do censo nacional do setor, processados ​​pela mesma federação com o apoio do dicastery, indicam uma queda de 29 % das superfícies cultivadas, passou de 128 mil hectares em 2016 para os 91.342 atuais.

O período 2010-2016 foi marcado por uma forte expansão da cadeia de suprimentos, favorecida pela venda de terras agrícolas estaduais pela Companhia de Desenvolvimento Agrícola (Sodia), no início das parcerias público-privadas e pela implementação da estratégia nacional “Marrocos Verde”. Naqueles anos, as superfícies cultivadas aumentaram cerca de 30 mil hectares, trazendo produção de 1,64 para 2,61 milhões de toneladas por ano. No entanto, entre 2016 e 2024, as repetidas ondas de seca atingem o setor com força, forçando os agricultores a quebrar milhares de árvores e reduzir drasticamente as áreas cultivadas. Como resultado, a produção cítrica nacional caiu para cerca de 1,5 milhão de toneladas.

Apesar da contração das superfícies e volumes produzidos, a cadeia de suprimentos permanece competitiva graças à qualidade das plantas existentes: de acordo com o que surgiu no Congresso, 50 % das árvores têm menos de 15 anos e respondem aos critérios de modernidade, produtividade e alto rendimento. Um papel de liderança é desempenhado pela variedade “Nadarcott”, um híbrido desenvolvido em Marrocos por um pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisa Agrônomo local, que hoje representa o carro -chefe da exportação agrícola do país do norte da África. Essa variedade, apreciada pelo calibre homogêneo, pela alta produtividade e pela extensão da temporada de coleta até o final de abril, agora está protegida por marcas européias e comercializada em mais de 40 países. Para os produtores marroquinos, Nadarcott constitui um ativo estratégico, tanto em termos econômicos quanto na promoção principal da identidade agrícola nacional.

Beatriz Marques
Beatriz Marques
Como redatora apaixonada na Rádio Miróbriga, me esforço todos os dias para contar histórias que ressoem com a nossa comunidade. Com mais de 10 anos de experiência no jornalismo, já cobri uma ampla gama de assuntos, desde questões locais até investigações aprofundadas. Meu compromisso é sempre buscar a verdade e apresentar relatos autênticos que inspirem e informem nossos ouvintes.