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A embaixada japonesa em Pequim adverte contra o risco de violar a lei anti-spionading

De acordo com fontes do Ministério das Relações Exteriores do Japão, as autoridades chinesas consideram contatos com a segurança pública e a inteligência pública japonesa (PSIA) ou trocas de dinheiro com seus membros particularmente suspeitos

A embaixada japonesa em Pequim alertou os compatriotas que residiam na China para evitar atividades que possam ser interpretadas como violações da lei anti-escravidão de Pequim. O alerta segue a sentença, em julho passado, de um funcionário japonês da Astellas Pharma Company aos três anos e meio de prisão por espionagem pelas autoridades chinesas. De acordo com fontes do Ministério das Relações Exteriores do Japão, as autoridades chinesas consideram contatos com a segurança pública e a inteligência pública japonesa (PSIA) ou trocas de dinheiro com seus membros particularmente suspeitos. “Um vínculo com o PSIA torna mais provável a intervenção das autoridades chinesas”, explicou um funcionário de Tóquio. O aviso também convida a não realizar relevos territoriais não autorizados, depois de casos anteriores como o de um cidadão japonês condenado a 15 anos em 2017 por investigações geológicas em Hainan.

“Mesmo o uso de GPs para estudos ecológicos pode ser interpretado como uma ameaça à segurança nacional chinesa”, diz a nota. A comunidade japonesa na China caiu em 2024 abaixo de 100.000 pela primeira vez em vinte anos, relatando uma redução constante de presenças. O debate sobre a adoção de uma lei semelhante ao chinês também cresce no Japão. “Devemos estabelecer regras que imporem, por exemplo, registro preventivo para aqueles que representam interesses estrangeiros e se comparam com nossos políticos”, disse Akira Igata, professora da Universidade de Tóquio.

Beatriz Marques
Beatriz Marques
Como redatora apaixonada na Rádio Miróbriga, me esforço todos os dias para contar histórias que ressoem com a nossa comunidade. Com mais de 10 anos de experiência no jornalismo, já cobri uma ampla gama de assuntos, desde questões locais até investigações aprofundadas. Meu compromisso é sempre buscar a verdade e apresentar relatos autênticos que inspirem e informem nossos ouvintes.