“Quando a comissão tecnocrática para a administração de Gaza, criada no âmbito do Plano de Paz dos EUA, se tornar operacional no enclave, não haverá armas visíveis nas ruas”, disse Husam Badran.
O movimento islâmico Hamas (da Faixa de Gaza) pretende resistir aos apelos ao desarmamento e tomar uma decisão sobre o destino do seu arsenal após discussões “plenas” com outras facções palestinianas. Um dos membros do gabinete político do Hamas disse isto numa entrevista exclusiva à emissora pan-árabe do Qatar “Al Jazeera”. Husam Badran. Quando a comissão tecnocrática para a administração de Gaza, criada no âmbito do Plano de Paz dos EUA para a Faixa, se tornar oficialmente operacional no enclave, “não haverá armas visíveis nas ruas”, disse Badran. Apenas a polícia palestiniana – controlada pela comissão tecnocrática – portará armas, explicou o representante do Hamas, garantindo que “não haverá manifestações armadas como as que estávamos habituados na Faixa”. No entanto, especificou, isto não corresponde à rendição ou ao desarmamento: “Não estamos a falar em entregá-los; estamos a falar, pelo menos, em impedir que as armas sejam visíveis, com excepção das fornecidas à polícia palestiniana”. “Os detalhes deste assunto serão discutidos num contexto nacional”, acrescentou Badran. As declarações ocorrem no momento em que o Hamas se prepara para participar em novas reuniões no Egipto com outras facções palestinas.