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Sardenha: um novo complexo escolar com um custo superior a 6 milhões de euros inaugurado em Samugheo

A nova estrutura foi pensada como um edifício com consumo de energia quase nulo, com painéis fotovoltaicos, piso radiante e sistemas de recuperação de águas pluviais

Um investimento superior a seis milhões de euros e uma capacidade ampliada para 223 alunos marcam a inauguração do novo complexo do Instituto Integral Samugheo, uma estrutura destinada a tornar-se uma referência para oito municípios da zona e parte da estratégia regional contra o despovoamento. O presidente da Região participou na cerimónia Alessandra Toddeque sublinhou o valor da intervenção: “Cada euro investido na escola é um euro bem gasto – declarou o Presidente Todde – porque significa investir no futuro das nossas crianças e das nossas comunidades. Falar de combate ao despovoamento significa antes de tudo garantir serviços de qualidade, a começar pela educação. Viver em Samugheo deve oferecer as mesmas oportunidades que qualquer outro centro na Sardenha, Itália e Europa”. A nova estrutura foi concebida como um edifício com consumo de energia quase nulo, com painéis fotovoltaicos, piso radiante e sistemas de recuperação de águas pluviais. Receberá alunos não só de Samugheo, mas também de Nughedu Santa Vittoria, Neoneli, Ardauli, Busachi, Ula Tirso, Allai e Fordongianus, ampliando significativamente a oferta em relação aos atuais 142 alunos. Durante a inauguração, que também contou com a presença do ex-presidente da Região Francesco Pigliaru, dos vereadores regionais Alessandro Solinas, Salvatore Cau e Antonio Solinas, bem como dos parlamentares Francesco Mura e Salvatore Deidda, foi reiterado o papel do planejamento regional na construção de escolas.

Em representação do Departamento de Educação Pública, Alessio Piras destacou como a intervenção se insere no projeto Iscol@, prorrogado até 2030: “não representa apenas a entrega de um edifício remodelado, mas a demonstração concreta do compromisso da Região através do projeto Iscol@, recentemente prorrogado até 2030”. “O complexo escolar Samugheo – acrescentou Piras – é pensado como uma verdadeira praça aberta, um lugar habitado pela comunidade durante todo o ano. Investir na escola significa preservar o futuro dos territórios e combater o despovoamento, um dos principais desafios da Sardenha”. O prefeito Basilio Patta reconstruiu o processo iniciado em 2019 e continuou apesar da pandemia e do aumento dos custos, sublinhando a sinergia entre os fundos regionais, nacionais e municipais. “A nova escola – destacou o autarca – não é apenas um edifício, mas um ponto de referência para todo um território, pensado para ampliar a oferta educativa e social também através de espaços complementares como instalações desportivas e serviços culturais”. O diretor da escola Serafino Piras focou também na função educativa e territorial: “A pergunta que nos temos colocado junto do corpo docente nos últimos anos é o que a escola pode fazer para combater o despovoamento. A resposta que nos demos é que a escola deve potenciar o desenvolvimento dos nossos recursos: a floresta, a criação de ovinos, o artesanato”. O Presidente Todde recordou também o valor identitário da escola como defesa social: “Esta escola deve ser um lugar de crescimento, mas também de pertença. É essencial reforçar a consciência dos jovens sobre as suas raízes, a história e a língua da Sardenha, porque não pode haver futuro sem identidade”.

Beatriz Marques
Beatriz Marques
Como redatora apaixonada na Rádio Miróbriga, me esforço todos os dias para contar histórias que ressoem com a nossa comunidade. Com mais de 10 anos de experiência no jornalismo, já cobri uma ampla gama de assuntos, desde questões locais até investigações aprofundadas. Meu compromisso é sempre buscar a verdade e apresentar relatos autênticos que inspirem e informem nossos ouvintes.