O líder de Bielorusso também expressou o desejo de um confronto direto com o presidente ucraniano: “Eu tenho algo para contar”
O líder da Bielorrússia Aleksandr Lukashenko Ele reafirmou suas ambições como mediador internacional, propondo um diálogo sem precedentes entre a Rússia, a Ucrânia e os Estados Unidos, acompanhado por novas ofertas sobre energia e nível diplomático. A oportunidade foi uma reunião em Moscou com Vladimir Putin, Durou mais de cinco horas, no final das quais Lukashenko disse que o presidente russo desenvolveu uma proposta de encerrar a guerra na Ucrânia. Uma proposta, acrescentou, que já seria conhecida pelo presidente dos EUA Donald Trump, encontrado por Putin em meados de agosto no Alasca. Embora não entre nos detalhes, Lukashenko disse que o plano desfruta de amplo apoio em ambientes dos EUA, sugerindo que ele atuou como intermediário entre os dois poderes.
Não apenas isso. O líder de Bielorusso também expressou o desejo de uma comparação direta com Volodymyr Zelensky: “Eu tenho algo para dizer a ele”, disse Lukashenko em uma entrevista com Pavel Zarubin, Jornalista do canal de televisão “Rossija-1”. Nesse contexto, Lukashenko afirmou que chegou a hora de iniciar consultas entre os líderes dos três países eslavos – Bielorrússia, Rússia e Ucrânia – para encontrar um acordo que termine o que ele chamou de “uma guerra incompreensível”. Paralelamente, Lukashenko reiterou que a Bielorrússia está pronta para sediar uma nova usina nuclear destinada a fornecer eletricidade aos territórios ucranianos controlados pela Rússia, uma proposta destinada a alimentar ainda mais o debate sobre a equidistância bielorrussa no conflito.
A tentativa de Lukashenko de escavar um papel do mediador não é nova, mas entra em conflito com a evidente subordinação política, econômica e militar da Bielorrússia à Rússia. Como vários analistas observam, é difícil imaginar Minsk como um interlocutor credível para Kiev ou para o Ocidente, considerando que o país permitiu ao Kremlin lançar a invasão de 2022 também de seu território. Além disso, não se pode esquecer que a União Europeia e uma parte da comunidade internacional desde agosto de 2020 não reconhecem a legitimidade de Lukashenko como presidente da Bielorrússia. No entanto, Lukashenko continua a propor sua “neutralidade ativa” como um valor agregado, tentando relançar o prestígio internacional de um regime isolado e sancionado.
Não é a primeira vez que o líder de Bielorusso é proposto como facilitador ou árbitro. Em 2023, ele interveio como mediador entre as autoridades russas e o grupo Wagner durante a curta revolta armada liderada pelo falecido chefe da organização paramilitar Evgenij PRIGHOZIN, Oferecendo Minsk como um assento de transição para tropas rebeldes. Também em 2023 e, posteriormente, também em 2024, ele declarou que a Bielorrússia estava facilitando trocas de prisioneiros entre Moscou e Kiev. Mais recentemente, ele reivindicou um papel na libertação de 52 prisioneiros políticos da Bielorrússia, graças à mediação dos EUA. E no passado ele ofereceu repetidamente a disponibilidade de Bielorrússia para mediar em crises regionais no Cáucaso ou no espaço pós-soviético, mesmo sem resultados concretos.
A última tentativa, a que ocorreu ontem, se encaixa em uma estratégia consolidada com a qual Lukashenko tenta creditar Minsk como um centro diplomático capaz de diálogo com todos, uma abordagem facilitada pela retomada do diálogo com os EUA facilitados pela chegada à Casa Branca de Donald Trump. Segundo muitos observadores, mas que permitem que o líder da Bielorrússia permaneça no centro da atenção internacional, cortando um espaço entre os poderes, apesar da crescente marginalização de seu regime. Resta ver se desta vez alguém estará disposto a levá -lo a sério.