O Departamento de Estado dos EUA sentenciou a decisão
O juiz da Suprema Corte do Brasil (Supremo Tribunal Federal, STF) Alexandre de Moraes ordenou prisão domiciliar para o ex -presidente do Brasil, JAIR BOLSONAROacusado de violar as restrições impostas anteriormente. No texto da decisão, Moraes afirma que “não há dúvida” sobre o fracasso em respeitar as restrições, pois Bolsonaro “produziu conteúdo para os perfis sociais de seus três filhos”, expressando “apoio estendido a uma intervenção estrangeira”. Segundo o magistrado, Bolsonaro teria violado as medidas precauutoras previamente impostas, espalhando conteúdo nas mídias sociais através dos perfis de seus filhos. A decisão de Moraes é baseada no que aconteceu no domingo, 3 de agosto, quando o ex -presidente participou, por meio de videoconferência, nas manifestações de seus apoiadores que ocorreram no Paulista, em San Paolo, em Copacabana (Rio de Janeiro) e em outras cidades do país. Moraes também ordenou uma busca na casa do ex -presidente de Brasília.
O Departamento de Estado dos EUA condenou a decisão da Suprema Corte brasileira ontem. A reação de Washington veio através dos negócios para os negócios do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado, que na plataforma social X denunciou “o uso de instituições brasileiras para silenciar a oposição e ameaçar a democracia”.
“Os Estados Unidos condenam a ordem de prisão domiciliar imposta por Moraes e considerarão responsáveis todos aqueles que facilitam a conduta sancionável”, lê ainda na mensagem. Bolsonaro servirá à medida em sua casa, sem contatos externos, com exceção de advogados e pessoas autorizadas pelo Tribunal, e o uso de telefones é proibido, até indiretamente. O filho mais velho do ex -presidente, o senador Flavio Bolsonaroele mal criticou a decisão: “Estamos oficialmente em uma ditadura. É uma página triste na história do Brasil”, disse ele à emissora de televisão “CNN Brasil”.