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Rússia-Ucrânia: a missão da correspondência dos EUA Witkoff em Moscou entre ultimato e desconhecida o fogo no cessar

A visita está programada para 6 de agosto e pode representar a última tentativa de evitar a imposição de pesadas penalidades econômicas, incluindo tarefas secundárias para os países que importam petróleo russo

Alguns dias após o vencimento do ultimato estabelecido pelo presidente americano Donald Trump à Rússia, para encontrar um acordo de cessar o incêndio com a Ucrânia, seu correspondente especial para o Oriente Médio, Steve Witkoffespera -se em Moscou uma nova missão diplomática delicada. A visita – a primeira desde abril – está programada para 6 de agosto, o dia em que Witkoff, segundo a mídia russa, deve chegar a Moscou e pode representar a última tentativa de evitar a imposição de pesadas penalidades econômicas, incluindo tarefas secundárias para os países que importam petróleo russo.

Segundo Trump, Witkoff recebeu um mandato para convencer o presidente russo Vladimir Putin a aceitar um cessado. “Sim, eles devem encontrar um acordo para fazer as pessoas pararem”, disse o presidente dos EUA aos jornalistas nos últimos dias, sublinhando que as novas sanções entrarão em vigor “na sexta -feira” se um resultado concreto não for alcançado. O objetivo principal é interromper a invasão russa e relançar o processo de negociação, que está parado há meses, apesar das três rodadas de negociações realizadas em Istambul entre abril e junho. Até agora, as discussões produziram resultados marginais, como acordos sobre trocas de prisioneiros e questões humanitárias, mas nenhum progresso substancial no fim das hostilidades. Trump expressou frustração pela lentidão do progresso, estendendo tons e ameaças a Moscou e seus parceiros comerciais.

O contexto diplomático é complicado. Moscou pede a cessação da mobilização na Ucrânia e o bloqueio do envio de armas ocidentais, além da renúncia formal de Kiev a suas ambições de adesão à OTAN. As pretensões que Kiev considera inaceitável, enquanto o presidente Volodymyr Zelensky continua a invocar um incêndio incondicional e propõe uma reunião direta com Putin, até agora sempre rejeitada pelo Kremlin. A chegada de Witkoff em Moscou poderia, portanto, servir para investigar a disponibilidade russa para reconsiderar sua posição ou pelo menos negociar um texto intermediário que permite evitar a espiral sancionadora. O porta -voz do Kremlin, Dmitrij Peskovdefiniu a reunião “útil, importante e significativa” e sugeriu que um cara a cara com Putin não é excluído. Steve Witkoff é um número próximo ao presidente Trump e já realizou várias missões na Rússia. Sua última visita, em abril, foi seguida por uma recuperação parcial das negociações entre Moscou e Kiev, interpretada por alguns analistas como um sinal de eficácia diplomática. No entanto, Witkoff também foi criticado por usar tradutores disponibilizados pelo Kremlin e por ter feito um porta -voz, em algumas declarações, de narrativas próximas a posições russas.

Apesar dessas controvérsias, a espera pela visita do avanço de Trump a Moscou é alta. A jornada ocorre em um momento de crescente pressão internacional e militar. Segundo Kiev, a Rússia intensificou os ataques com drones e mísseis, enquanto Trump anunciou a implantação de dois submarinos nucleares na área, sem esclarecer se eles estão armados ou exploram apenas a propulsão à energia nuclear. A mensagem é clara: a Casa Branca quer demonstrar firmeza, mas ainda está disposta a dar uma chance à diplomacia. Ainda não está claro se Witkoff trará uma proposta concreta ou se sua missão será limitada a verificar as intenções russas. No entanto, algumas fontes próximas ao governo dos EUA não excluem que, no caso de um resultado positivo, a visita pode abrir caminho para uma possível cúpula trilateral com Trump, Putin e Zelensky até o final de agosto, um cenário que no momento parece pelo menos improvável.

Na tabela de negociações, há também o nó das “penalidades secundárias”, que atingiriam os países que continuam a negociar com Moscou, em particular para a compra de petróleo. A Índia está sob observação e, embora Trump tenha dito que Nova Délhi “pretende abandonar” petróleo bruto russo, fontes como a Agência de Informações dos EUA “Bloomberg” negaram essa hipótese. Tal medida causaria fortes repercussões econômicas globais, mas poderia representar uma arma de negociação decisiva para forçar um compromisso. A missão de Witkoff em Moscou, portanto, atinge um clima de alta tensão e grandes expectativas. É a última possibilidade, pelo menos no imediato, conter uma escalada de retórica, mas também econômica, entre os Estados Unidos e a Rússia. Se Trump – através de seu correspondente – poderá obter concessões de Moscou, até parcial, poderão reivindicar sucesso pessoal e relançar o diálogo. Caso contrário, 8 de agosto poderia marcar uma nova bacia hidrográfica no conflito ucraniano e nas relações entre a Rússia e o mundo ocidental. O presidente dos EUA, de fato, ameaçou novas sanções e a imposição de deveres de cem por cento em relação aos países que adquirem petróleo de Moscou. Resta saber se Putin pode realmente se dobrar com o último. Por outro lado, o que os filtros do Kremlin é um certo ceticismo de que outras sanções dos EUA podem ter um impacto significativo na Rússia e, embora não queira irritar Trump, o presidente russo continua a considerar os objetivos da “operação militar especial” de tão chamado prioridade ucraniana.

Beatriz Marques
Beatriz Marques
Como redatora apaixonada na Rádio Miróbriga, me esforço todos os dias para contar histórias que ressoem com a nossa comunidade. Com mais de 10 anos de experiência no jornalismo, já cobri uma ampla gama de assuntos, desde questões locais até investigações aprofundadas. Meu compromisso é sempre buscar a verdade e apresentar relatos autênticos que inspirem e informem nossos ouvintes.