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Quando “As Duas Luas” brilham sobre Lisboa: a Orquestra Mundial Jovem encanta o Palácio Fronteira

A noite lisboeta prepara-se para receber a luz de “Le due lune”, o espectáculo criado e dirigido pelo Maestro Damiano Giuranna e levado ao palco por Fundação Mundial da Orquestra Juvenilem colaboração com oInstituto Cultural Italiano de Lisboa. Entre as antigas muralhas do majestoso Palácio Fronteiragraças ao apoio de Ministério das Relações Exteriores e Cooperação Internacionalmúsica e letra unem-se num misto de beleza e sugestão que celebra a riqueza das culturas mediterrânicas.

A peça é uma viagem entre o Oriente e o Ocidente, onde uma das histórias mais fascinantes de As Noites Árabes mistura-se com a música popular das margens do Mediterrâneo e com os poemas e canções italianas e árabes dos períodos renascentista e barroco. Tudo realizado ao vivo, numa experiência abrangente que mistura sons, narração e poesia.

Cultura italiana e diálogo entre civilizações

O’Instituto Cultural Italiano de Lisboa renova assim a sua vocação de promover o diálogo artístico e humano entre os povos, acolhendo um evento que é antes de tudo uma mensagem de fraternidade. “É um espetáculo que canta a beleza da cultura mediterrânea entre o Ocidente e o Oriente. As duas luas, que coexistem e representam dois lados de um mesmo universo, conversam e se amam”, explica o Maestro Giuranna. “A música, a narração e a poesia visam despertar emoções e sentimentos que possam alimentar pensamentos de fraternidade.”

Não é por acaso que a obra chega a Lisboa depois do sucesso alcançado em digressões pelo mundo: desdeExpo Dubai 2020 paraArgéliado Espanha no Tunísiapassando por Malta. França, suíço E Albânia. Cada etapa adicionou novas nuances a um projeto que fala uma linguagem universal: a da arte como instrumento de paz.

A Orquestra Mundial Juvenil, uma diplomacia musical

Fundada em 2001, na sequência dos ataques de 11 de Setembro, a Orquestra Mundial Juvenil nasceu com um objetivo ambicioso: utilizar a música para aproximar as pessoas e promover o diálogo entre culturas. Formada por talentos de todo o mundo, a orquestra representa um exemplo de diplomacia cultural ativa. Capaz de envolver jovens artistas e instituições globais num compromisso comum pela paz.

Ao longo dos anos, a Fundação recebeu importantes reconhecimentos: a Medalha, a Placa de Prata e a Medalha Presidencial da República Italiana, bem como o apoio das Nações Unidas e da Presidência do Conselho de Ministros. O compromisso não é apenas musical, mas também ético: ensinar a escuta e o respeito mútuos através da beleza da arte.

Lisboa, encruzilhada de culturas e harmonias

Hospede “As Duas Luas” em Palácio Fronteiraum dos locais mais fascinantes de Lisboa, é uma escolha que contém um forte significado simbólico. A capital portuguesa, que sempre foi uma ponte entre o oceano e o Mediterrâneo, torna-se palco natural para uma obra que celebra o encontro entre mundos diferentes mas complementares.

Em tempos em que o diálogo entre culturas parece frágil, iniciativas como esta lembram-nos como a arte pode tornar-se um espaço de reconciliação, emoção e memória partilhada. “Le due lune” não é apenas um espetáculo, mas um convite a olhar além das fronteiras, a deixar-se guiar pela música rumo a um horizonte de harmonia.

Onde, como e quando:

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Beatriz Marques
Beatriz Marques
Como redatora apaixonada na Rádio Miróbriga, me esforço todos os dias para contar histórias que ressoem com a nossa comunidade. Com mais de 10 anos de experiência no jornalismo, já cobri uma ampla gama de assuntos, desde questões locais até investigações aprofundadas. Meu compromisso é sempre buscar a verdade e apresentar relatos autênticos que inspirem e informem nossos ouvintes.