A embarcação de madeira transportava 25 homens, seis mulheres e sete crianças, com idades entre 12 meses e 44 anos. Ao desembarcar, muitos apresentavam sinais de desidratação e hipotermia. Onze deles foram transportados para o hospital, enquanto os demais receberam atendimento médico diretamente na praia.
A decisão do juiz
De acordo com a decisão, os adultos terão 20 dias para sair voluntariamente de Portugal. Caso contrário, será desencadeada a expulsão forçada. Até lá permanecerão alojados num pavilhão em Sagres, disponibilizado pela Câmara Municipal de Vila do Bispo e monitorizado pela GNR, com o apoio da Proteção Civil e dos Bombeiros.
Os menores e os adultos que os acompanham, bem como os migrantes ainda internados, não foram ouvidos pelo juiz no sábado. As crianças estão excluídas da ordem de expulsão, ao abrigo das proteções previstas no direito internacional e no direito português. “A ordem de expulsão só diz respeito aos adultos”, especificou o ministro da Presidência, Leitão Amaro, excluindo também a possibilidade de pedidos de asilo.
A jornada e o resgate

O alarme foi dado por volta das 20h10 de sexta-feira, quando um cidadão relatou a presença da embarcação. O Comando da Polícia Marítima de Lagos, diversas unidades da GNR, o Sistema de Segurança Interna, a Unidade de Coordenação de Fronteiras e Estrangeiros, a AIMA, a PSP e a Protecção Civil de Vila do Bispo.