A segunda edição está a decorrer no Algarve
O projeto visa explorar como a interação entre os quatro elementos primordiais foi, e continua a ser, fundamental para a sobrevivência e o desenvolvimento da vida na Terra. Os artistas envolvidos foram chamados a lidar com as dualidades destas forças: da beleza calmante à violência indomável, tentando restaurar uma imagem autêntica daquilo que nos rodeia e que nos atravessa.
A visão curatorial de Massimo Casagrande
O significado da exposição Os Quatro Magníficos e seus protagonistas
O fio condutor que une as obras expostas é a liberdade expressiva com que cada autor interpretou a temática dos elementos. Através de um chamada aberta internacional, foram assim seleccionados treze artistas que trazem diferentes perspectivas e culturas para Monchique, criando um diálogo multicultural que reflecte o espírito da Associazione Vernice Contemporanea.

Os visitantes também poderão admirar as obras de: Michal Babiarz, Laura Cangelosi, Massimo Casagrande, Tomasz Dunajski. Carlos Gaspar, Laura Hyunjhee Kim & Chris Corrente, Maria Inácio, Marta Kopicka-Myka, Federico Meneghello, Don Munzer, Umberto Salmeri, Tineke Smit e Aga Szajerska. Cada artista conseguiu captar uma nuance diferente: da transparência da água à solidez da terra, da volatilidade do ar à energia transformadora do fogo.
A exposição configura-se assim como uma oportunidade imperdível para a comunidade italiana e internacional residente em Portugal se envolver com uma arte que não é apenas decoração, mas reflexão crítica e celebração do mundo natural. Numa sociedade que muitas vezes esquece os seus laços biológicos e ambientais, “Os Quatro Magníficos” organizado pela Vernice Contemporanea funciona como uma ruptura necessária. O encontro é portanto neste espaço onde o tempo pára para dar lugar à pura observação dos elementos que nos dão vida.