Assunto que muitos sussurram—ou evitam completamente!—mas que atinge cerca de um terço dos homens em algum momento da vida: a ejaculação precoce. Entre dúvidas científicas e pitadas de ficção científica, a busca pela solução surpreende até os especialistas. Quer descobrir o segredo pouco conhecido para durar mais tempo na cama? Então acomode-se e prepare-se para se informar (e, quem sabe, até sonhar um pouco!).
Quando a velocidade não é aliada: entender a ejaculação precoce
Pouco se fala sobre o problema, mas a ejaculação precoce é o segundo distúrbio sexual masculino mais frequente, atrás apenas das famosas (e temidas) disfunções eréteis. Estamos falando daquele momento em que a ejaculação acontece rapidamente após (ou até mesmo antes de) a penetração, sem que o homem consiga controlar. O resultado? Frustração para os dois lados e, não raro, alguma tensão no relacionamento.
Se é raro que a saúde física do paciente esteja diretamente envolvida, em muitos casos as causas passam longe do biológico: ansiedade, estresse intenso ou queda de libido abrem caminho para sujeitar o ‘gatilho’ mais leve. Há quem cite também maior sensibilidade no pênis, embora questões como inflamação na próstata ou disfunção da tireoide possam, em casos menos comuns, estar por trás do quadro. Atenção: ejaculação precoce e disfunção erétil frequentemente andam de mãos dadas, já que o medo de perder a ereção pode levar muitos homens a ‘acelerar o desfecho’.
Detetives do desejo: como identificar e quando agir
Para saber se a ejaculação precoce é uma velha conhecida (presente desde o início da vida sexual, independentemente do par) ou um transtorno que surgiu depois de uma fase normal, o caminho é procurar um urologista. Importante: no começo da vida sexual, a ejaculação precoce é comum; só é motivo para real preocupação se insistir no tempo e causar sofrimento para ambos os envolvidos.
Bons hábitos, técnicas eficazes: o que pode ajudar de verdade?
Se você pensou em terapia comportamental, acertou — e ela pode ser combinada ou não com remédios. Mas antes da prescrição, algumas estratégias práticas são sugeridas, com destaque para três exercícios:
- Fortalecimento do períneo: Aqui vale “treinar o músculo da reputação”. E como? Simples: interrompendo o jato urinário algumas vezes durante o xixi. O períneo tem papel importante tanto na ereção quanto no controle da ejaculação. E, de quebra, previne incontinência urinária (parabéns, você acaba de ganhar pontos duplos!).
- Técnica do squeeze: Ao sentir a aproximação da ejaculação, aplique uma pressão entre o escroto e o ânus (na região do períneo). Esse truque faz os músculos responsáveis pela ejaculação se contraírem, mas impede a saída do esperma — o pênis continua ereto, e o prazer pode ganhar capítulos extras.
- Troca de posições durante o ato: Não é só para apimentar o relacionamento: mudar de posição pode atrasar a ejaculação, por ser menos estimulante ou simplesmente criar uma “pausa” providencial para baixar a excitação por alguns instantes.
Apesar desses recursos serem eficientes, quando as causas são psicológicas, a terapia comportamental segue sendo recomendada. O ciclo de ansiedade, queda da autoestima e sintomas depressivos pode virar uma bola de neve — por isso, falar com um profissional de saúde já no início do problema faz toda a diferença.
Remédios, tecnologia e um toque futurista
Se só o papo e os exercícios não resolvem, chegam os reforços da ciência: antidepressivos tricíclicos (como a clomipramina) ou inibidores seletivos da recaptação de serotonina (como a fluoxetina, paroxetina ou sertralina) são usados, muitas vezes fora de sua indicação original. Desde 2013, a dapoxetina se destaca por ter sido pensada exclusivamente para tratar a ejaculação precoce no mercado europeu.
Quer mais? O uso de anestésicos locais em creme ou spray, ou até preservativos convencionais (ou impregnados de anestésico, geralmente lidocaína), também ajudam a retardar a ejaculação.
Mas nada como uma pitada de ficção científica na vida real: em 2022, foi apresentado em Las Vegas um inovador dispositivo portátil, o patch Mor. Usado entre o escroto e o ânus durante o sexo, ele promete interromper imediatamente qualquer vontade de ejacular ao simples toque de um botão. Como funciona? Uma unidade de neuromodulação elétrica transdérmica sem fio libera pequenas impulsões elétricas sob demanda diretamente sobre a região, anulando aquela urgência típica. A previsão — nada ficcional — era a chegada ao mercado já no primeiro trimestre de 2023.
Conclusão: Quebrar tabus — e o silêncio — é o primeiro passo. Seja com treino, tecnologia de outro mundo ou falando abertamente com profissionais de saúde, o segredo para durar mais tempo na cama pode estar acessível a todos. Não hesite em buscar ajuda: afinal, quando o assunto é prazer mútuo e qualidade de vida, correr atrás da solução nunca é vergonha!