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Mais eficaz que remédios famosos: este método emagrece até 5 vezes mais

Você já ouviu falar do Ozempic e de outros remédios para emagrecer, certo? Pois bem, mesmo com toda a fama e depoimentos de quem perdeu uns quilinhos com esses medicamentos, um novo estudo chega para colocar tudo na balança! E, olha, os resultados são mais surpreendentes que o número na balança depois das festas de fim de ano…

Cirurgia X Remédios: a disputa pelo pódio da perda de peso

Pesquisadores da Universidade de Nova York (NYU) decidiram comparar duas armas poderosas na luta contra a balança: os famosos medicamentos semaglutida e tirzepatida, e as cirurgias bariátricas conhecidas como gastrectomia vertical (sleeve) e bypass gástrico. Ambos os remédios fazem parte da categoria de agonistas do receptor de GLP-1 — ou, para os íntimos, aqueles que imitam o hormônio natural responsável por controlar o apetite.

Para que a competição fosse justa, a equipe analisou prontuários médicos e comparou pacientes que usaram os remédios com outros que passaram pelas cirurgias. Foram considerados fatores como idade, índice de massa corporal (IMC) e níveis de glicose no sangue. Resumindo: ninguém começou a corrida com vantagem.

Resultados: uma diferença de peso… e que diferença!

Aí vem a notícia bombástica. Apesar de Ozempic e seus “primos” terem apresentado resultados positivos na perda de peso, a cirurgia bariátrica foi, disparadamente, muito mais eficaz. Em todos os períodos analisados, os procedimentos cirúrgicos venceram — sem nem correr riscos com a disputa.

Uma explicação parcial está no compromisso com o tratamento: enquanto muitos pacientes deixam de seguir corretamente o uso dos remédios (afinal, disciplina diária é desafio para quase todos), a cirurgia tem um efeito mais permanente. Mas nem mesmo nos primeiros meses os remédios chegaram perto dos resultados cirúrgicos.

Expectativas, desafios e escolhas

Os números de estudos clínicos indicam uma perda de peso entre 15% e 21% para quem utiliza GLP-1. No entanto, Avery Brown, residente cirúrgico da NYU Langone Health, alerta: “Na vida real, até quem tem receita ativa por um ano experimenta resultados consideravelmente menores”. E a matemática deixa o recado: cerca de 70% dos pacientes desistem do tratamento com GLP-1 em até um ano.

Ou seja, quem opta pelos medicamentos talvez precise ajustar as expectativas, assumir um compromisso maior com o tratamento ou, em alguns casos, considerar a cirurgia metabólica e bariátrica para chegar onde deseja.

Antes que você pense em dispensar totalmente os remédios, nem os pesquisadores recomendam isso! Eles reforçam que a semaglutida também apresentou benefícios — só não tão impressionantes quanto a cirurgia. E atenção: de 2022 a 2023, o número de receitas para GLP-1 dobrou. Comparar os efeitos dessas opções e descobrir qual é melhor para cada pessoa é mais importante do que nunca.

  • Os remédios GLP-1 seguem mais populares que as cirurgias;
  • Mesmo assim, muita gente abandona o tratamento antes da hora;
  • Pouca gente elegível opta pela cirurgia;

Ganhos além da perda de peso — mas com ressalvas

Vale destacar: a perda de peso não é o único trunfo do Ozempic. Ele foi aprovado inicialmente para tratar o diabetes tipo 2, já que ajuda a reduzir o açúcar no sangue, e pesquisas indicam que pode até diminuir o risco de câncer e doenças cardiovasculares. Nesse estudo, porém, a cirurgia bariátrica foi associada a um controle glicêmico ainda melhor.

Mas antes de sair marcando consulta para o bisturi, saiba que cirurgia não é solução mágica. Apesar de segura, é invasiva, permanente e exige dedicação a uma rotina rigorosa de alimentação e exercícios. Não dá para jogar o manual saudável pela janela depois do procedimento.

No horizonte das pesquisas, temas como custos, perfis de pacientes e como otimizar os tratamentos ainda estão em pauta. Como diz Karan Chhabra, cirurgião bariátrico da NYU Grossman School of Medicine, o próximo passo é descobrir como melhorar os resultados dos GLP-1, identificar quem se beneficia mais de cada abordagem e entender o peso dos gastos diretos no sucesso dos tratamentos.

Resumindo: não existe solução pronta — só escolhas informadas, compromisso e acompanhamento médico de verdade. E aí, qual método faz mais sentido para você?

Beatriz Marques
Beatriz Marques
Como redatora apaixonada na Rádio Miróbriga, me esforço todos os dias para contar histórias que ressoem com a nossa comunidade. Com mais de 10 anos de experiência no jornalismo, já cobri uma ampla gama de assuntos, desde questões locais até investigações aprofundadas. Meu compromisso é sempre buscar a verdade e apresentar relatos autênticos que inspirem e informem nossos ouvintes.