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Inatel vai investir 5,7 milhões de euros numa unidade hoteleira em Porto Covo

Por a 29 de Maio, 2019

A Fundação Inatel vai investir 5,7 milhões de euros numa unidade hoteleira em Porto Covo, no concelho de Sines, para colmatar a falta de camas turísticas no litoral alentejano.

Este investimento que vamos fazer é por défice de satisfação de quem nos procura e, sobretudo, por ser numa zona cada vez mais procurada pelos turistas, a costa alentejana e a costa vicentina, que estão na moda”, explicou Francisco Madelino, presidente do conselho de administração da Fundação Inatel.

O projeto foi apresentado publicamente, esta terça-feira, na aldeia turística de Porto Covo, após a assinatura da escritura de aquisição do imóvel entre a Fundação Inatel e a Caixa de Crédito Agrícola da Costa Azul.

Adquirimos este empreendimento, que já está parcialmente construído, à Caixa Agrícola da Costa Azul por quatro milhões de euros e vamos investir mais 1,7 milhões de euros nas adaptações. O conceito está muito associado às características de Porto Covo, a praia que está aqui perto, mas também toda a zona envolvente”, adiantou.

De acordo com o responsável, trata-se da “primeira unidade que o Inatel vai construir, entre a Costa da Caparica (Setúbal) e Albufeira (Algarve)”, permitindo, desta forma, resolver a falta de oferta hoteleira no litoral alentejano.

Esta é uma zona de enorme procura, sobretudo na época alta, entre maio e setembro, e a Fundação Inatel só tem a oferta de Albufeira, que é claramente insuficiente, além de ser uma zona de grande procura internacional devido aos investimentos programados para o porto de Sines”, adiantou.

Para Francisco Madelino, o problema da sazonalidade, “que tem impedido o crescimento de unidades hoteleiras” nesta região, pode ser ultrapassado pela Fundação Inatel com “os programas de ocupação baixa” ao longo do ano.

As obras no empreendimento “Inatel Porto Covo”, que está implantado numa área total de 5.600 metros quadrados, arrancam entre outubro e novembro deste ano e estarão concluídas em maio de 2020. Os promotores estimam que a unidade possa “entrar em funcionamento no verão” e criar 50 postos de trabalho.

A unidade vai contar com 49 apartamentos de tipologia T1 e T2, num total de 134 camas, além de uma piscina exterior e uma piscina coberta, restaurante, clube, spa, uma zona lounge e solário.

Esta oferta está muito vocacionada para famílias e muito na ideia de que este tipo de instalações hoteleiras têm sempre uma forte ligação à cultura popular com animações daquilo que é a nossa rede de grupos etnográficos e agentes culturais”, sublinhou.

Para o presidente da Câmara Municipal de Sines, Nuno Mascarenhas, o futuro empreendimento turístico “é uma grande mais valia” para o concelho, “que é claramente deficitário em termos de camas turísticas”.

Com este investimento e com uma outra unidade que está em desenvolvimento junto à praia Grande, em Porto Covo, nos próximos anos, vamos ter mais oferta e mais turistas nesta região”, acrescentou.

O autarca sublinhou ainda que, com este investimento, será dado mais um passo no sentido de solucionar “parte do problema” do loteamento do Art.º 47 em Porto Covo.

“Espera-se com isto resolver já uma parte do Art.º 47 e há perspetivas de a restante parte ser solucionada brevemente. Tem sido um esforço tremendo que temos feito em parceria com o Crédito Agrícola da Costa Azul mas estou convicto que até final do ano toda esta componente que tem tido problemas nos últimos anos possa estar resolvida e dar a Porto Covo a dignidade que merece”, concluiu.

 


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