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A investigação de fraude de alguns ex-líderes do MPS foi encerrada

No dispositivo, o juiz de instrução destaca que “não está integrado o elemento de ‘artifícios e enganos’”, observando que os dados constantes das demonstrações financeiras de 2016 da Banca Mps não podem ser considerados falsos

O juiz de investigações preliminares de Milão, Maria Idria Gurgo de Castelmenardoordenou a demissão de alguns ex-dirigentes do Monte dei Paschi di Siena, investigados por fraude agravada em concorrência por uma suposta quantia de 5,4 mil milhões de euros. Entre os investigados estavam Marco Morellio ex-gerente Nicola Clarelli e ex-presidentes Alessandro Falciai e Stefania Bariattienvolvido numa linha de investigação relativa à gestão dos empréstimos em imparidade do banco. No dispositivo, o juiz de instrução destaca que “o elemento de ‘artifícios e enganos’ não está integrado”, lembrando que os dados constantes das demonstrações financeiras de 2016 do Banca Mps não podem ser considerados falsos. Além disso, segundo o juiz, “não houve qualquer indução em erro” ao Ministério da Economia e Finanças, apontado como hipotético lesado, que “tinha perfeita consciência da discrepância entre os grandes ajustamentos de 7,5 mil milhões de euros estimados preliminarmente pela inspeção do BCE e as provisões feitas pela Banca MPS no orçamento de 2016”.

Face a estes elementos, o juiz de instrução conclui que “não existe o elemento do lucro indevido”, salientando que o banco, no momento do pedido de financiamento público, possuía todos os requisitos exigidos por lei e não utilizou esses recursos para cobrir os prejuízos. O instituto, de facto, reconstituiu os seus fundos através da conversão de instrumentos de capital e de dívida em ações, resultando num aumento de capital com a emissão de novos títulos. O seu advogado Giuseppe Iannaccone ficou satisfeito e comentou: “O decreto de demissão atesta a total justeza e transparência das ações de Marco Morelli, Stefania Bariatti e Nicola Clarelli e confirma que a gestão do banco, sob a orientação do então diretor-geral Morelli, caracterizou-se pelo rigor e sentido de responsabilidade institucional, numa constante relação de coordenação com o Ministério da Economia e Finanças, o Banco de Itália, o Banco Central Europeu e todas as autoridades reguladoras.

Beatriz Marques
Beatriz Marques
Como redatora apaixonada na Rádio Miróbriga, me esforço todos os dias para contar histórias que ressoem com a nossa comunidade. Com mais de 10 anos de experiência no jornalismo, já cobri uma ampla gama de assuntos, desde questões locais até investigações aprofundadas. Meu compromisso é sempre buscar a verdade e apresentar relatos autênticos que inspirem e informem nossos ouvintes.