Sobre nós Menções legais Contato

Roma e Zama se encontram no Coliseu com a exposição “Magna Mater”

A Itália e a Tunísia transformam a memória de um conflito antigo em uma ponte de diálogo e cooperação: a exposição é aberta ao público até 6 de novembro de 2025

De oponentes no campo de batalha a parceria no aprimoramento da herança comum: com a inauguração da exposição “Magna Mater entre Roma e Zama” ao parque arqueológico do Coliseu, Itália e Tunísia transformam a memória de um conflito antigo em uma ponte de diálogo e cooperação. A exposição, aberta ao público até 6 de novembro de 2025, foi inaugurada ontem pelos ministros da cultura dos dois países, Alessandro Giuli e Amina Srarfiem frente a um público internacional composto por representantes institucionais, diplomáticos e estudiosos. Presente, entre outros, o embaixador da Tunísia em Roma, Mourad Bourahlao embaixador da Itália em Tunis, Alessandro Prunaso diretor do parque do Coliseu, Alfonsina Russoe o diretor do Instituto Nacional da Patrimônio Tunísia (INP), Tarek Bakkouche. Em seu discurso, o ministro Giuli evocou o paradoxo de um mar que separa e une: “Embora o Mediterrâneo possa aparecer como uma barreira geográfica, é na verdade um fio comum que liga duas das civilizações mais poderosas e influentes da história. A cultura é o que nos permite encontrar hoje”. O ministro Srarfi, por outro lado, sublinhou o significado simbólico da exposição: “Exibindo a coleção Zama no coração de Roma é para nós uma fonte de orgulho. Este evento é uma oportunidade preciosa de reafirmar o papel da Tunísia como um berço de civilização e apresentar a riqueza de nossa herança ao mundo”.

A exposição celebra a deusa Cybele – Magna Mater – cujo culto, que começou da Ásia Menor, profundamente enraizado nas culturas do Mediterrâneo, combinando idealmente dois mundos que, na história antiga, também colidiram. Zama foi o teatro da batalha decisiva entre Roma e Cartago em 202 aC, o confronto que terminou a segunda guerra púnica e o sonho hegemônico de Annibale. Hoje, os trinta achados arqueológicos expostos ao Coliseu vêm de Zama: testemunhos materiais de uma civilização que nunca foi completamente derrotada, mas que contribuiu – com o tempo – para formar a face pluralista do Império Romano.

O resultado do memorando de entendimento entre o Coliseu Park e o Institut National du Patimoine de Tunisie, a exposição é com curadoria de uma equipe conjunta de especialistas italianos e tunisianos – Alfonsina Russo, Roberta Altero, Alessio de Cristofaro, Sondès Douggui-Rouxcom Patrizio Pensabene, Aura Picchione e Angelica Pujia – E é um dos primeiros resultados tangíveis do Plano Mattei para a África, o programa promovido pelo governo italiano para fortalecer as relações com os países africanos por meio de cultura, investimentos e cooperação. A exposição oferece um caminho imersivo no culto da deusa Cybele, ou Magna Mater, a Frigy Deity adotada oficialmente por Roma em 204 AC como um símbolo de proteção e regeneração. Em exibição, cerca de trinta achados arqueológicos no site da Zama Régia, na província da Tunísia de Siliana, resultado de mais de trinta anos de escavações conjuntas e restauradas em Roma pelos laboratórios do Coliseu Park.

O itinerário da exposição os ventos entre o fórum romano e o palatino, com instalações que contam a propagação do culto a Magna Mater e a figura de Attis, seu jovem companheiro. No final da exposição romana, os achados serão transferidos para o Museu Nacional do Bardo em Tunis em dezembro, concluindo um projeto de museu concebido de forma igual e itinerante. A cooperação arqueológica entre a Itália e a Tunísia possui uma longa tradição: com 14 missões ativas em solo da Tunísia, a Itália é hoje o primeiro parceiro da Tunísia nessa área. Como o embaixador Prunas lembrou em seu discurso no Dia da República, 2025 também marca sessenta anos da primeira missão conjunta italiana-tunisiana, começou no local púnico de Kerkouane em 1965.

Beatriz Marques
Beatriz Marques
Como redatora apaixonada na Rádio Miróbriga, me esforço todos os dias para contar histórias que ressoem com a nossa comunidade. Com mais de 10 anos de experiência no jornalismo, já cobri uma ampla gama de assuntos, desde questões locais até investigações aprofundadas. Meu compromisso é sempre buscar a verdade e apresentar relatos autênticos que inspirem e informem nossos ouvintes.