O projeto relatado pela “NBC News”, ainda na fase preliminar, prevê a liberação de bilhões de dólares em fundos líbios congelados por mais de uma década em troca da recepção de refugiados
O governo dos EUA liderado pelo presidente Donald Trump Está avaliando um plano para transferir até um milhão de palestinos do Gaza para a Líbia, de acordo com o que “NBC News”. O projeto, ainda na fase preliminar, prevê a liberação de bilhões de dólares de fundos líbios congelados por mais de uma década em troca da recepção de refugiados. Segundo fontes citadas pela “NBC News”, o governo Trump discutiu o plano com a liderança líbia, embora nenhum acordo definitivo tenha sido alcançado e essa hipótese já tenha sido negada pelas autoridades de Trípoli. A proposta faz parte da visão do ex -presidente Donald Trump para uma estrutura pós -guerra da faixa. Trump declarou repetidamente que queria “transformar Gaza na Riviera do Oriente Médio”, mas para alcançar esse objetivo, ele reiterou que os palestinos deveriam ser realocados permanentemente em outros lugares. “Acho que você não tem que voltar para Gaza”, disse ele em fevereiro.
A hipótese foi apresentada a Israel, que estaria ciente disso, enquanto o Hamas, através do gerente Basem Naimnegou qualquer envolvimento ou conhecimento do plano. “Os palestinos estão profundamente enraizados em suas terras e dispostos a defendê -la”, disse Naim ao “NBC News”. No entanto, o projeto apresenta enormes obstáculos logísticos: de acordo com os cálculos relatados pela “NBC”, para transferir um milhão de pessoas, haveria cerca de 1.173 vôos com um Airbus A380, ou centenas de viagens navais de Gaza a Benghazi, cada uma com duração de um dia. Além do plano palestino, o governo Trump também teria avaliado a hipótese de usar a Líbia como destino para que alguns migrantes fossem expulsos dos Estados Unidos, mas uma decisão recente de um juiz federal suspendeu temporariamente essas operações. Enquanto isso, de acordo com “NBC”, a Síria – após a queda do presidente Bashar Al Assad em dezembro passado – também seria considerado um destino potencial de reassentamento. Trump anunciou recentemente a retomada de relações diplomáticas com Damasco e a intenção de revogar as sanções.